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segunda-feira, dezembro 24, 2012

Feliz Natal

A administração deseja a todos os leitores um Feliz Natal, na companhia dos que mais amam.




sexta-feira, dezembro 21, 2012

As Trevas da Paixão - Santiago 5#

A viagem até Lisboa decorreu sem qualquer percalço, e assim que chego ao hotel faço o Check in e por sorte fico com o quarto ao lado do Santiago. Ah pois é, vantagens de se ser recepcionista!
Caminho pelo corredor até ao meu quarto e quando chego ao meu destino, Santiago está a sair do quarto dele.
Sabem quando temos mesmo a certeza de estarmos a sonhar, mas também temos a certeza de estarmos acordados? Pois, era essa a expressão dele porque por momentos ficou ali, feito uma estátua e depois abraça-me com tanta força que quase me espreme as costelas...
-Estou a sonhar? Anda entra. – Santiago empurra-me para o quarto e nem me dá hipótese de falar. Beija-me até me faltar o ar e afasta-se de sobrolho franzido com uma pergunta a sair-lhe dos lábios. – Como é que sabias que eu estava aqui? Como me encontras-te?
- Bem, simples fui eu que fiz o teu Check out e a transferência de hotel – lanço-lhe o meu sorriso mais quente – e como morria de saudades tuas, vim fazer te uma surpresa. – giro sobre mim mesma – Gostas?
-Adorei… - Santiago humedeceu os lábios e quando ia a concluir a frase, batem à porta, ele manda-me ficar onde estou, dá dois passos até à porta e abre-a sem me dar tempo de ajeitar a minha roupa.
Enquanto passo os dedos pelo cabelo reparo que está uma mulher do outro lado com um sorriso radiante nos lábios e que ele de repente fica pálido.
A mulher quando me vê, por cima do ombro dele, olha-me de alto a baixo e o sorriso desaparece.
-Posso saber quem é? – pergunta ela, já dentro do quarto, num tom frio e acusatório.
- E quem quer saber? – repondo no mesmo tom. – Calculo que se tenha enganado no quarto, não? – sem saber o porquê, a raiva tomou conta de mim, e a minha resposta não e das mais simpáticas. A mulher por sua vez, deita faíscas pelos olhos e eu sorri abertamente, pensando para comigo que certamente é alguma maluca.
Depois, aconteceu uma coisa surreal, antes que Santiago tivesse tempo de dizer ou fazer alguma coisa, ambas dizemos ao mesmo tempo.
-Sou a mulher do Santiago.
-Sou a namorada do Santiago.
Para meu azar, eu fico em choque mas ela não. A mulher, avança para mim e sem me dar tempo de me defender ou perceber o que se passou, nem tão pouco de assimilar que ele me mentiu, pior, que mentiu a ambas, sinto uma bofetada na cara que me fez cair no chão.
Levanto-me rapidamente e com uma raiva cega pela mentira e por ser agredida sem razão, porque eu não sabia que ele era casado viro-me a ela.
Santiago agarra-me e rapidamente mais homens entram no quarto e agarram na mulher dele. Ela ainda tenta vir na minha direcção para me bater e eu viro-me a ela dando-lhe uma cabeçada no nariz. Solto-me definitivamente de Santiago e viro-me para ele, dou-lhe uma joelhada nas partes íntimas, que o deixa de joelhos no chão a gemer de dor.
-Filho da mãe!!! Mentiste-me, nunca me disseste que eras casado! – lágrimas de frustração correram pelo meu rosto. Enraivecida e envergonhada comigo mesma, descarrego a minha frustração nele, dando-lhe mais um pontapé. – espero que apodreças no inferno seu mentiroso! Seu cabrão! Seu… Seu…
Não consegui dizer mais nenhuma palavra, nenhum insulto, porque a senhora sua esposa também já se tinha soltado, agarrou-me nos cabelos e andou comigo de um lado para o outro. Quando não aguentei mais de dor do couro cabeludo, desequilibrei-me e ao cair ela pontapeou o que lhe apareceu pela frente no meio de um milhão de insultos.
Felizmente um dos empregados do hotel conseguiu tira-la de cima de mim. Quando tento apoiar a mão no chão para me levantar uivo de dor. Merda! Aquela louca tinha-me partido o pulso ao pontapé.
Ignorando a força estranha como o meu pulso estava, levantei-me do chão, segurei a mão junto ao peito e aproximo-me da histérica enraivecida que ameaça Santiago de o capar, enquanto esperneia presa nos braços do pobre empregado, que tal como eu, ia ter uma boa dúzia de nódoas negras quando aquela triste cena terminasse.
-Tem sorte de não apresentar queixa de agressão… Para a próxima tente saber o que se passa, porque sinceramente eu não fazia ideia de que ele era casado.
Ela começou a insultar-me novamente mas o resto de forças que ainda tinha obrigou-me a virar costas e sair daquele maldito pesadelo. No entanto, quando estava mesmo a passar a porta, ainda consegui ouvir dois dos homens do hotel a cochichar entre eles quase em surdina «…nós avisamos que um dia seria apanhado…”
Aquelas palavras doeram mais que todos os pontapés e puxões de cabelos juntos.
Desço as escadas e faço o check out com as lágrimas sufocadas e o choro estrangulado na garganta. O recepcionista fica confuso mas chama-me o táxi tal como pedi.
Assim que o carro Mercedes bege arranca em direcção à estação de comboios para me levar de regresso a Évora, começo a chorar descontroladamente. Não pelas dores cansadas pela agressão, mas sim por ter sido enganada pela segunda vez…
Bela surpresa
 
*** ***

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Feliz Natal 2012

O Nosso Mundo Sobrenatural deseja a todos os leitores um Feliz Natal e um Prospero Ano Novo




Eu, Ela e os Vampiros [Opinião]

Eu, Ela e os Vampiros
de Carlos Rodrigues
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 148 Editor: Chiado Editora

 Sinopse

"A noite sempre foi o seu palco favorito, embora nos últimos tempos, agraciados com o imenso poder do Vampiro Supremo que tinha grande parte do seu mundo no seu controlo, pouco se cuidavam com a estratégia dos seus ataques, destruindo tudo e todos à sua passagem, sem cessar, sem misericórdia..." Na mente de Diana surgiu o globo azul que, lentamente, era tingido por manchas negras, ouviu gritos de dor, viu homens a lutarem contra sombras roxas e aldeias a serem destruídas. Florestas inteiras ardiam e os montes cediam à força de um exército negro que, liderado por uma criatura grotesca, marchava sobre o mundo... Mesmo quando todo o mundo parecia conquistado, uma intensa luz branca brilhou e fez a onda negra recuar. A luz branca fez a Diana virar-se na cama repetidamente, até despertar, encharcada em suor.

Opinião:

Eu, Ela e os Vampiros, trás-nos a historia de Carlos e Diana, dois jovens humanos, até ao dia em que descobrem que tem poderes especiais e que no fundo, eles são caçadores de Vampiros.
Com a ajuda dos Guardiões (Sara, Daniel e Diametris), Carlos e Diana aprendem a usar os seus poderes e entram na luta do bem contra o mal.

Bem, devo dizer que fiquei um pouco desiludida, mas já la vamos.

1º Achei o titulo engraçado e até apelativo, visto que tudo o que tenha vampiros ainda salta a vista,

2º Gostei bastante da Capa, e através dela imaginei N situações que poderia estar por detrás desta.

3º Bem, aqui vamos nós (jesus, acho que alguém me vai querer matar no fim, mas opiniões são opiniões e aqui está a minha), não é com gosto que digo isto, alias de todas as opiniões que já fiz, esta é a segunda negativa.
Negativa porque? Apesar da Escrita muito simples e leve, a narrativa contém alguns erros, como também por exemplo, num capitulo anterior, refere um nome e no capitulo seguinte refere a mesma pessoa mas com um nome diferente. Fiquei confusa, confesso. Na continuação da confusão o decorrer da acção, sem descrições, sem desenvolvimento é perturbante. Falta um pouco de ambos para ajudar o leitor a entrar na historia e viver esta quando lê. Já no final do livro (sim, consegui lá chegar), notei que a acção já estava um pouco mais alongada e mais "viva", mas acrescento que tem algumas falhas. Uma das personagens perde os sentidos e no ponto seguinte já está a lutar?

Acho que está historia revista e corrigida, ficaria uma história cativante e envolvente ao maximo.
Não pretendo de todo ofender o autor com as minhas palavras, esta apenas é a minha opinião. Poderá sempre haver quem ate goste de histórias "corridas"

Ana Vichenstein – A Feiticeira da Mente [Opinião]


Ana Vichenstein A feiticeira da Mente
de Ana Crisóstemo
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 302
Editor: Chiado Editora
Coleção: Mundo Fantástico

 Sinopse

Ana Vichenstein é uma adolescente de 13 anos de idade, órfã de mãe, que estuda no mesmo colégio desde os seus seis anos de idade. Excelente aluna, óptima cantora e dançarina e ainda uma excelente pessoa. Tudo isto poderia ser comum a um grande número de adolescentes, não fosse ela uma feiticeira da mente. No mundo de Ana existem três categorias de feiticeiros, todos eles com as suas qualidades e as suas limitações: os feiticeiros da mente, os feiticeiros com manopoderes (nas mãos) e os feiticeiros da varinha. Não se pense que os feiticeiros conseguem ser aceites na sociedade. Eles vivem à margem, encobertos por detrás de um colégio comum, onde estudam tanto alunos feiticeiros como os outros não-feiticeiros. Durante o dia convivem entre si com aulas comuns. A partir da hora de saída dos alunos não-feiticeiros, as aulas de magia são leccionadas numa secção específica do colégio. Ana entrou naquele colégio sem saber a verdadeira razão. A sua mãe foi morta para a conseguirem colocar naquele sítio a estudar. O seu pai divorciara-se da sua mãe ainda antes deste acontecimento fatídico. Encontra-se sozinha no mundo. Tudo parece correr bem até que alguns acontecimentos insólitos assolam a vila de Cascais, próximo da zona de Sintra onde fica o Colégio…


Opinião

Ana é uma adolescente de 13 anos, que vive no colégio que frequenta desde os 6 anos. Idade essa em que ficou órfã de mãe e que desconhece o pai. Apesar da pouca idade, Ana, revela-se uma excelente aluna no que toca ao seu poder, estando um pouco mais evoluída que os restantes alunos da sua idade, ou até mesmo mais velho. Além de feiticeira da mente, Ana, tem também o poder da visão, algo raro nos feiticeiros, e que por essa razão desperta o interesse do seu primo, primo esse que Ana não conhece.

Com a ajuda do namorado, Vicktor e o professor Frederick, Ana vai desenvolvendo mais os seus poderes. Até a noite de natal, tudo não podia ficar pior, o pai que tanto desejou que aparecesse e a levasse dali, por fim chega, sentindo-se revoltada por só agora ele aparecer e com tudo o que lhe tem acontecido ate aquela noite, ela foge do pai e dos que a rodeiam. E a partir dessa noite, Ana, terá de escolher em que lado ficar, se do seu pai ou do primo.

De uma escrita simples e um pouco repetitiva por vezes, mas que cativa o leitor, fazendo este ter curiosidade com o que vem a seguir. Um ponto negativo (no meu ponto de vista claro), as acções por vezes são demasiado rápidas, um pouco mais de detalhes e o leitor não se sentiria “perdido” as vezes.
Devo acrescentar que o final me surpreendeu muito,não estava nada a contar com ele, e sim.. chorei que nem um bebe.

Ana Vichenstein – A Feiticeira da Mente, é um livro para um publico jovem, e acredito que estes vão gostar bastante da historia.

Opinião - O fim da Inocência, Francisco Salgueiro

Sinopse:
 
Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional.
Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas.
 
 
Opinião:
 
Como já tenho vindo a referir, na medida que vou deixando um ou outro comentário, sobre um ou outro livro que vou lendo, este 'O fim da inocência' de Francisco Salgueiro, é um dos poucos livros que adquiri este ano de autores portugueses, e a nível do trabalho do autor, foi uma estreia.
Devo dizer que para minha felicidade é mais uma estreia e mais uma delícia.
 
'O fim da inocência' é um livro aberto do princípio ao fim, sem tabus nem falsas modéstias. Tudo o que o autor nos apresenta é preto no branco, toma lá dá cá e ponto final.
Inês (nome fictício) conta a sua história, de menina bonita bem abastada, frequentadora de um bom colégio, pertencente à classe mais alta da sociedade e coleccionadora de todos os esqueletos que possam imaginar que se possa guardar num armário.
 
Sexo. Drogas. Álcool. Doenças Sexualmente Transmissíveis. Orgias. Pedofilia. Perigos da Internet. Solidão.... São apenas alguns tópicos abordados neste conjunto de folhas.
 
Inês e o seu círculo de amigos, demonstra o que é ser-se miúdo nos dias de hoje. Revela as pressões que a infância e a juventude do século XXI e das décadas mais recentes são levadas a enfrentar dia após dia, independentemente do sobrenome que têm no BI. (cartão único, para quem preferir), da quantidade de cartões de crédito que os pais passeiam nas carteiras, ou da aparência bonita que posam sempre que se sentam à grande mesa da sala de jantar da enorme vivenda que têm num condomineo privado.
Drogados, não são só os pobres. Infelizmente este flagelo com proporções ainda sem qualquer controlo, atinge qualquer família, em qualquer ponto do mundo. E se pensam "que só acontece aos outros" desenganem-se, desçam à terra e vejam a vida com olhos de ver.
 
Felizmente, e agora troco com vocês uma visão minha, de muito perto deste problema, também eu quando andava na escola tinha amigos economicamente muito mais avantajados ( e quando digo muito é mesmo muito) que faziam e viviam de uma forma semelhante com aquilo que a Inês relata neste livro. E como eu, tenho certeza de que muitos de vocês também.
Tantas vezes ouvi "o meu/minha filho/a nunca", "nem pensar, isso na minha família seria impossível de acontecer", e quem estava de fora via que não era bem assim.
Custa ver certas realidades, mas ignora-las e fazer de conta que a vida contínua pintada de rosa, não é o melhor caminho. Os problemas existem e devem ser encarados. Milhares de adolescentes, por terem tudo o que o mundo pode oferecer acabam por confundir tudo e estragar aquilo que podia ter sido um futuro brilhante e feliz.
 
Não sou mãe (ainda) mas sou filha e irmã, e tal como as 'Inês' de todo o mundo, já passei pela fase dos "porquês da adolescência" daquela fase onde a vozinha dentro da nossa cabeça nos diz que os entendidos na matéria somos nós e não os mais velhos que nos rodeiam, que por serem mais velhos são "cotas" e são uma "seca", e sei, até porque não passou assim tanto tempo, que a idade em que damos um salto, não só a nível físico como psicológico, é uma idade perigosa que pode ditar para sempre o que e como seremos no futuro...
 
Em suma, gostei imenso deste livro.
 
Boas leituras, Soraia


Soberba Tentação de Andreia Ferreira [Opinião]

Soberba Tentação 
de Andreia Ferreira
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 300
Editor: Alfarroba

Sinopse

Depois de descobrir que o sobrenatural não representa um medo irracional e que as criaturas caminham lado a lado com os humanos, a Carla tem de enfrentar as consequências do seu envolvimento com o Caael. Os demónios já deixaram marcas na vida da Ana e da Raquel e a Carla começa a sentir algumas dificuldades em encontrar-se. Entre lacunas na memória, sentimentos e novas preocupações, surge uma existência virada do avesso com a linha da vida mais ténue do que nunca. Com a ausência do Caael, assomam revelações que levantam um plano ancestral de uma disputa entre iguais. A Carla vê-se num tabuleiro de xadrez, como um rei isolado, com a rainha a jogar contra ela.

Opinião:

Soberba Tentação é a segunda obra da Trilogia Soberba. Sendo o primeiro Soberba Escuridão
Neste volume, encontramos mais um pouco da historia de Carla e a relação com Caael, como este envolvimento fez com que "perde-se" duas amigas. Aqui ficamos a conhecer melhor os restantes personagens, incluído Ana e Raquel.
Devo dizer que como no primeiro, neste sem sombra de duvidas que a minha personagem preferida é a Ana. Uma jovem que mesmo apesar do seu passado, e agora com um presente bem terrível  continua a ser uma das personagens mais fortes e decididas.

Raquel, que é uma personagem (a meu ver) que era fraquinha (em comparação a Ana por exemplo) indecisa, mostra uma força de vontade e coragem fabulosa. O que me fez gostar dele e de certa forma ter pena do seu triste fim (ou não).

Por fim a Carla, começa a ver que algo não bate certo, mas mesmo assim continua fraca, (na sua força de vontade) o que me mexe com os nervos. ( e acreditem eu gritei com ela enquanto lia *riso*)

Devo dizer que o Soberba Tentação, é um livro envolvente e cativante, com uma escrita melhorada, e só o larguei quando o terminei (sim, não fiz nada em casa *riso*).
De uma escrita leve, divertida, apaixonada, que nos faz dar uma gargalhada, como ficar com as lágrimas nos olhos, tal é a forma descrita dos acontecimentos.

Parabéns Andreia, pelo bom trabalho ate agora, e acima de tudo Obrigado à Editora Alfarroba por fazer chegar até aos leitores, os soberbas.

Estou ansiosa pelo próximo.