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Crónicas de Uma Desastrada

Sou uma Desgraça de Metro e Meio

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Quetzal Editores | CONVITE | Ana de Amsterdam, de Ana Cássia Rebelo


Pesadelo Na Mansão

Aquele maldito som irritante, som irritante simplesmente não cessa, viro-me para a esquerda estendendo a mão e bato de forma violenta sobre o meu despertador, este cai quebrando o silêncio sepulcral do quarto, mas o som continua. Irritada levanto-me e olho em volta sem ver nada, estico-me sobre a cama para acender o candeeiro e vejo a luz do meu telemóvel a acender e apagar.
-Raios! – pego no maldito aparelho clicado sobre o verde para atender a chamada. – Sim?
-Estava difícil ein. – solto um gemido ao ouvir o meu chefe do outro lado. – Preciso de ti, para ontem, se é que me entendes. – deito-me sobre a minha barriga e procuro o despertador. – Caramba Alex, são 5 da manha. Não pode esperar? – quase que choramingo ao olhar para as horas.
- Oh claro, pode sim, só liguei porque queria ouvir a tua voz. – o sarcasmo não passa despercebido no meu cérebro enublado do sono. – 5 minutos Melissa, e é bom que te despaches. – dito isto, desliga o telemóvel e eu fico a olhar feita tótó para o ecrã do meu. Pouco depois de sair do meu transe levanto-me corro até a casa de banho tropeçando umas quantas vezes, não, eu não tenho nenhum atraso motor com o qual possa tropeçar no próprio ar, mas experimentem trabalhar seguido 24 horas, estar a dormir maravilhosamente bem, umas miseras 4 horas e acordarem em sobressalto e terem 5  a minutos para se despachar?! Isto sem falar na parte em que o meu cérebro grita: Vai para a cama, está-se melhor lá, quentinho, fofinho. Por amor de Deus é melhor do que ir para a rua com esta chuva horrível lá fora! Entendem não é?
Por fim despachada, corro até a minha lata velha, e tento abrir a porta, sim ela por vezes encrava e não quer abrir.
- Oh vá-la, abre lá sua lata velha maldita, custa assim tanto abrires? – rosno furiosa para o carro, como se este entendesse patavina do que lhe digo. Estou seriamente a ficar preocupada com a minha saúde mental. – A porta abre com o meu esforço de a puxar e levo com a quina da porta no ombro. – Maldito sejas!!! Juro-te um dia, vou levar-te para abate, e vou ver amassarem-te e a ficares a parecer uma caixa de fósforos amarrotada. E acredita bebé, será melhor que ter um orgasmo. Muito melhor. – entro no carro enquanto ainda amaldiçoo o desgraçado, e ligo-o. – Nada que umas ameaças não resultem ein, vês? Até pegaste à primeira. – sorrio vitoriosa, e saio da garagem, clico no comando para que esta se feche e sigo caminho em direcção a redacção.
O caminho até lá ainda é um pouco longo, portanto decido fazer um ligeiro corta mato e ir por uma estrada de terra batida que se encontra mais adiante do lado direito, na verdade, porquê perder 30 minutos se posso fazê-lo em 15 minutos? Talvez porque terás de passar por aquela mansão abandonada e fantasmagórica
Sim Tico, tens razão. Mas…os meus 5 minutos já se foram. Para de pensar, repreendo-me enquanto me olho no espelho retrovisor.
-Aí estás tu de novo a falar contigo mesma, isso ainda te vai dar uma viagem a quatro paredes almofadas. – resmungo comigo mesma e olho para o conta quilómetros, maldito sejas podias ir mais depressa não é? Carrego no acelerador, mas o carro simplesmente começa a fazer uns sons estranhos para que pouco depois uma fumarada horrível saia pelo capô, o motor começa a engasgar e o carro pára ao fim de uns quantos solavancos. Furiosa, abro a porta e salto para a rua, batendo com a porta de maneira furiosa enquanto volto a praguejar, retiro o meu telemóvel do bolso das calças para ligar a Alex mas…. Sem rede.
-Oh fantástico, maravilhoso. Que mais poderia acontecer agora? – grito para o céu. – Começar a chover torrencialmente? Oh espera, noite de Halloween, uns fantasmas?
Super furiosa descarrego a minha raiva no carro, enchendo este de pontapés. Não é inteligente e apercebo-me disso segundos depois quando oiço um estalo e uma dor aguda sobe pelo meu tornozelo a cima fazendo com que desate numa choradeira sem fim. Apoiada no carro, que graças a deus parou de deitar fumo, observo o meu tornozelo cada vez mais inchado.
            - Fantástico, simplesmente maravilhoso, único. – digo entre lágrimas e olho para o lado, na esperança de que passe algum carro. Mas quem é que iria andar na rua quase as 5 da manha? Ninguém. 
Olho para o outro lado e vejo a maldita mansão abandonada, bem, pelo menos é esse o aspecto dela. Meio a coxear, meio arrastar o meu tornozelo, caminho até ao portão desta. Quem sabe, com um pouco de sorte pode ser apenas um dono desleixado que deixe esta parecer abandonada, mas ser habitada.
-EI!!! Alguém em casa? – grito sobre o vento com o rosto encostado as grades, e as mãos agarradas as grades do portão mas a excepção do vento, não se ouve nada. Quando me apoio mais no portar este guincha e começa abrir, o som das folhas secas debaixo dos meus pés, fazem um som horrível e um arrepio frio percorre as minhas costas.
-Oi??!! Alguém? Por favor? – a pequenos passinhos vou indo em direcção da mansão, pouco depois solto o maior grito humanamente possível. Aos meus pés passa um gato preto a bufar e todo eriçado que desaparece pelo portão atrás de mim. Levo uma mão ao peito, para tentar acalmar o meu coração e para que o desgraçado não me saia pela boca. Olho por entre as ervas altas que abanam ao ritmo do vento na esperança de que saia outro gato e assim já não me assuste. Mas nada, torno a caminhar em direcção a porta da mansão que esta entre aberta. Provavelmente a mansão é mesmo abandonada e devido a vandalização os portões estejam abertos. Sim, é isso. Penso para comigo mesma. Finalmente depois de ter subido os 5 degraus e mau estado. Empurro a porta e esta guincha, fazendo parecer uma mansão assombrada, com a luz da lua que se dignou aparecer, vejo que o salão de entrada é enorme, tudo cheio de folhas secas aos cantos da enorme escadaria. Para uma mansão abandonada, este ainda mantém quadros e candelabros e tudo mais. Poder-se-ia até dizer que limpando o pó e retirando as folhas, ficaria uma casa pronta habitar, bem isto sem falar dos vidros partidos, onde o vento entrar e faz bailar os velhos trapos que um dia deveriam ter sido belos cortinados. Caminho até a escada e subo os degraus. O meu pé volta a dar uma dor aguda e eu não intencionalmente grito de dor, caindo de joelhos nos degraus. Viro-me um pouco para me sentar e tentar tirar um dos ténis para que este não aperte tanto o meu pé inchado. Quando concluído, seguro-me ao corrimão das escadas para me levantar e fazer de apoio para subir as escadas, mas ao olhar para cima, uma vertigem atinge-me, e todos os pelinhos minúsculos das minhas costas congelam. Um grito de medo, horror e pânico sai do meu peito ao ponto de me fazer perder os sentidos.

***

Acordo pouco depois com algo macio em torno de mim, abro um olho para depois abrir o outro e sorrio feito tolinha. Afinal de contas foi apenas um sonho, muito assustador. Viro-me para o lado para agarrar o meu telemóvel e nada, franzo o sobrolho e a sensação de ser observada apodera-se de mim, de forma lenta viro a cabeça para o lado. E vejo…aqueles olhos de novo em mim, instintivamente levo as mãos a boca para abafar um grito, e aquela coisa afasta-se um pouco, como quem não quer assustar.
-Estou a ter o maior pesadelo de toda a minha maldita vida. – sussurro. E a coisa inclina a cabeça de lado. Ora vejamos, até seria um caso cómico, se aquelas dentuças não fosse do tamanho do meu polegar, se aquele pedaço de carne no nariz não estivesse a vista, ou até mesmo aqueles olhos enormes vermelhos, o vermelho bastante líquido que faz recordar o sangue… mas não é tudo, ele é grande, bastante grande, diria do tamanho de um cavalo. Se não passasse de um mito eu diria que era um cão do inferno.
- Olha engraçadinho. – digo com a voz mais calma que consigo, mas o medo está visível na minha voz, tornado ela num guichinho agudo. – Parabéns, tens uma mascara fantástica. – ele inclina a cabeça para o outro lado e os olhos dele parecem que me vêem a alma. – Mas, invasão de propriedade é crime, caso não saibas. – termino com toda a naturalidade que me é possível.
- Engraçado… - diz a criatura que está ao meu lado mas afastado, a voz é cavernosa, deveras assustadora e sinto até o meu fígado a encolher-se de medo. – Eu diria que acabaste de invadir o meu espaço. Portanto regendo-me pelas tuas regras de invasão de propriedade, serias tu… - e aponta com uma garra que faz lembrar uma faca de cerâmica.
-Oh céus…tu falas! Oh óbvio que falas, não passas de um mascarado idiota que tenta assustar as pessoas. – cruzo os braços danada. – Olha por acaso não tens um telemóvel? É que o meu carro avariou, e eu preciso imenso de chamar o reboque e o Alex, para me vir buscar.
Ele torna a olhar para mim e desta vez não se limita só a isso, caminha como um predador na minha direcção e eu encolho-me de medo sobre a cama.
- Achas mesmo que isto é uma máscara? Convido-te a tirá-la… - o rosto ou focinho, está colado a mim. Instintivamente as minhas mãos voam até ele, e tento puxar a mascara, mas a exceção de pelo que fica nos meus dedos, nada mais vem atrás. Lentamente baixo as minhas mãos, repousando elas no meu colo e olho para ele.
- Mas que raio… - salto da cama esquecendo o meu pé, e corro em direção a porta. Mas depressa sou apanhada, algo atinge as minhas costas e caio de cara no chão. – Deixa me ir, por favor.
- Lamento, mas não irás a lado nenhum. Ficarás aqui. – o bafo quente contra a minha orelha arrepia-me, viro a cara para o lado e olho para aqueles olhos vermelhos.
- O que és? – questiono a medo.
- Um amaldiçoado, e tu… a minha refeição. – se fosse possível abrir ainda mais os meus olhos eu teria aberto, com um punho fechado, desfiro um murro no Focinho o cão, este rosna furioso mas solta-me. Corro do quarto para as escadas, descendo estas de dois em dois. Mas estanco, os meus pés escorregam nas folhas e o meu traseiro bate no chão, arrancado um gemido de dor.
- O interessante disto, é que dás luta, mas ambos sabemos qual será o final da história.
- Não me digas, vai descobrir que te apaixonaste perdidamente por mim, e que vais querer ter cachorrinhos? – Sim, fiquei louca, mas a raiva consome-me e se esta coisa pensa que não darei luta, está enganado. Muito mesmo. Ele solta algo parecido a uma gargalhada, mas por momentos penso que se engasgou.
- Talvez apareça um guerreiro para te salvar? – ironiza a coisa.
- Nunca se sabe, a esperança é a ultima a morrer. – coloco-me de pé, com o meu tornozelo a protestar e corro para a direita, a dor cada vez mais forte faz-me chorar. As minhas costas ardem, como o inferno estivesse nelas. Torno a cair, quando algo bate nas minhas pernas e oiço um som horrível, olhando para baixo enquanto grito e grito de dor, vejo o osso da minha perna do lado de fora. Ele bateu-me com a garra das pernas, rasgando a pele e partindo-me a perna, a dor é insuportável, e nada mais do que gritar de dor e rastejar consigo fazer. Vejo o prazer no olhar daquele monstro quando caminha a passo decidido em minha direção. Depois de cheirar a minha perna, abre a boca e morde-me arrancando um pedaço desta. A dor, que eu pensei não ser possível, é ainda pior, subindo pela minha perna acima e alojando-se no meu estômago, com a perna boa, encolho o joelho e dou uma patada no focinho dele, furioso atira-se a mim. Seguro a única coisa que vejo ali perto. Um osso, provavelmente uma costela, e espeto-o num olho, ele rosna de raiva e com a pata dianteira atinge-me no peito, rasgando-me a pele, e sinto imediatamente o meu corpo molhado pelo meu sangue. Uma escuridão tenta abater-se sobre mim, mas recuso-me a deixar-me ir. Furiosa, magoada e revoltada, pego de novo no osso e espeto ele no outro olho do monstro, de seguida no pescoço, nunca dando tempo de nada. Ele solta um gemido e cai sobre mim, pouco depois explode deixando-me com pedaços de carne e pelo desde os pés a raiz do cabelo. Em choque e por fim aliviada, deixo-me ir e abraço de bom grado a escuridão que me rodeia. Deixando para trás o medo, as dores e o frio que o meu sangue deixa no meu corpo.

***

Algo queima a minha mão, grito e ao mesmo tempo assusto-me com aquela voz , eu já a ouvi antes, olho em volta, e tento levantar-me mas caio logo de seguida, olho em volta e ao ver o reflexo no vidro da porta da cozinha grito, grito até não poder mais. Aqueles olhos vermelhos observam-me, vermelhos e amarelos. O pelo negro banha todo o corpo daquele ser, mas falta-lhe a pata traseira, olho para baixo, para o que em tempos foram as minhas mãos… não passam de patas com garras assustadoras….
-Não!!!!!!!!!!!!!!!!


FIM


*Nádia Santos


quarta-feira, fevereiro 18, 2015

O Espião Português - Nuno Nepomuceno

O Espião Português
Freelancer - Livro I
de Nuno Nepomuceno

E se toda a sua vida não passar de uma mentira?
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 376
Editor: Top Books
ISBN: 9789897061424

Sinopse

E se toda a sua vida, tudo aquilo em que acredita, não passar de uma mentira?
O que faria?

Quando André Marques-Smith, o jovem director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português é enviado à capital sueca, está longe de imaginar que aquele será um ponto de viragem na sua vida.

Ao serviço da Cadmo, a agência de espionagem semigovernamental para a qual secretamente trabalha, recupera a primeira parte de um grupo de documentos pertencentes a um cientista russo já falecido. Mas quando regressa a Portugal, tudo muda. Uma nova força obteve a segunda parte do projecto e, de uma forma violenta e aterrorizadora, resolveu mostrar ao mundo que está na corrida pelos estudos do cientista.

Por entre cenários reais de cidades como Estocolmo, Roma, Viena, Londres e Lisboa, a luta pelo inovador projecto começa, os disfarces sucedem-se, as missões multiplicam-se. E, enquanto é forçado a lidar com os condicionalismos de uma vida dupla, André vê-se inesperadamente envolvido num mundo de mentiras e traições, o mesmo que o levará a fazer uma descoberta que poderá mudar toda a Humanidade.

Vencedor do Prémio Literário Note 2012, O Espião Português funde elementos tradicionais da ficção de espionagem com uma abordagem inovadora, intimista e sofisticada. Thriller intenso e vertiginoso, ode à família, amizade e amor, este é um romance imprevisível e contemporâneo ao qual não conseguirá ficar indiferente.

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Sou uma Desgraça de Metro e Meio....#5

Boa Noite Estrelinhas...

E eu que pensava..... vou começar bem a semana. Sem percalços, sem incidentes...nada de coisas estranhas. Coisas que só acontecem comigo *choramingo*


Para minha desgraça, esta semana o maridito está no turno da noite... o que quer dizer que terei de ir com o Sr. Armando...umas vezes a pé, outras andando.
Podia ser um dia normalíssimo, sai de casa as 17:25 e cheguei ao meu local de trabalho as 17:45, tudo para entrar as 18. Oh menina pontual *mega sorriso*. Mas para minha surpresa o "Pipocas" [nome que eu dei ao rafeiro do trabalho] e chamo-lhe Pipocas, porque ele é preto e com muitas pintas branquinhas.... Não, não é um Dalmata, esse é branco com pintas pretas, não confundir por favor hehe

A minha relação com o Pipocas é muito recente, conheci o na sexta feira, eu nem sabia que ele lá andava. Devo dizer que não foi amor a primeira vista, assim que me viu mostrou-lhe todos os dentinhos que tinha, fora as pequenas manchas pretas que tem na boca. Óbvio que o Sr. Soares repreendeu o cão, e eu com pena [ele devia era ter-te dado uma trinca, isso sim.] fiz umas festinhas da cabeça do bichinho, correcção... bichão. O Pipocas é mais ou menos da altura de um Labrador, esgrouviado dos carretos... Indo ao que interessa, nessa noite ficamos logo amigos e ainda brincamos um pouquinho. Mas hoje quando cheguei ao trabalho o Pipocas estava solto...

Imaginam a minha cara ao ver o cão a correr direito a mim?


Logo de seguida oiço os motoristas a gritarem com o cão para ele parar. Eu torno a virar-me para trás e olho para o cão... o meu espanto...o Desgraçado vinha de dentes arreganhados para mim, e a boca quase colada ao meu traseiro.


Desconfio que ele pensa que eu sou algo do género...dentista canino.. só pode! Mas a verdade é que a nossa relação parece basear-se nisso. Eu chego, ele vê-me e mostra os dentes... Depois? Somos os melhores amigos que pode haver!
Passado o susto e de eu correr [quase] direito a porta de entrada do armazém, onde por sinal me senti a salvo. Fui guardar o material e olhei ao relógio. Ainda era cedo por isso, decidi [corajosa] voltar a rua e fumar o meu cigarrinho... Nada de cão a vista, suspirei aliviada e sentei-me no banquinho cá fora, puxei do meu cigarro e bora lá cravar o meu prego no caixão [tenho sempre as tábuas soltas]... e no meio disto... vejo o Pipocas a uns míseros 20 passos de mim... as patas a frente dobradas no chão e o traseiro empinado no ar com a cauda abanar...


Ohhh estou em grandes sarilhos, praguejei mais que um marinheiro, tentei levantar-me devagarinho. E puffff estava ele com a cabeça deitada sobre as minhas pernas e a cauda abanar... tipo...a serio?

Muito seria, olhei para ele e disse-lhe: "Pipocas" isto assim não dá, primeiro tentas morder-me o traseiro, agora queres festas? Vai ser sempre assim? Ele ladre para mim e começa na brincadeira, aproveito a deixa e ponho-me andar dali!

O resto correu muito bem, não cai, não fiquei presa na rua nem nada de estranho. Finalizei o meu serviço e preparei-me para ir embora... abri a porta, espreitei para a direita....depois para a esquerda...nada de cão [suspiro de alivio], saio, fecho a porta e corro até ao portão, fecho tudo e quando me viro deparo-me com.... dois olhos a olhar para mim... algo do género disto...


E tudo o que eu pensei foi o que ele estava a pensar...... E agora? Estás sozinha, cá fora e eu aqui...quem é que te vai proteger?
Bolachas!! Cãozinho lindo, eu tenho bolcahinhas, queres? São muito melhores do que eu acredita. E com os olhos fixos no cão, abri a minha mochila e procurei as desgraçadas das bolachas ate que encontrei o pacote, tirei uma e dei-lhe. Enquanto ele se entretinha a comer as bolachas e comecei a correr como o diabo da cruz. Não que me fosse valer de alguma coisa. E atenção, eu não tenho medo de cães, mas estar sozinha com um que me rosnou duas vezes? Só falta o convite, por favor dá uma trinca. Por isso eu corri, muito o mais que consegui e a minha gordurinha extra me permitiu.


Não fui muito longe, segundos depois já deitava volumes de tabaco pela boca. E claro... o Pipocas já estava ao meu lado *riso* acabei por desistir, e vim para casa, ele sempre me acompanhou. Foi o meu Segurança particular hehe mas não acabou aqui. Quando cheguei a casa o Pipocas continuava ao meu lado. Disse-lhe boa noite e para ir para casa também. Respirei de alivio, finalmente segura e tal. Mas qual o meu espanto quando vejo que ele conseguiu entrar no quintal, não sei como. 

Lá fui eu de novo a pé até ao armazém com ele. Escusado será dizer que ele saltou de alegria quando me viu de novo. Caminhei sempre com a luz da lanterna [para os carros nos verem] e ele sempre a saltitar a minha frente todo contente, nada de rosnadelas. Parecia que nos conhecíamos a eras. Finalmente quando chegamos ao Armazém ele sentou-se ao meu lado e ficou a olhar para mim. Mandei o entrar lá para dentro e ele nada. Pronto...é agora, eu quero que ele entre e o desgraçado nao entra, é agora que ele me morde! Mas... eu sou mais esperta!! Heheheh Tirei um pacote de bolachas maria do bolso e dei-lhe uma bolacha, ele comeu todo contente e eu dei mais uma, ja dentro no armazém e pufff fechei o portão... obvio...ele não achou piada a coisa.. agora so me resta nao levar uma dentada amanha quando chegar.

Cansada de tanto andar, de subir e descer escadas e tudo mais, a minha gordurinha a reclamar de tanto andar, voltei para casa, o caminho todo a rezar para que ele não se soltasse. Podia ouvi-lo a ladrar, muito indignado por o ter preso. Mas vim toda contente para casa, pois ele não se soltou. Só conseguia imaginar-me a chegar a casa e sentar, descansar as minhas perninhas! E...... eis que vejo a maravilhosa das visões!!

Finalmente em casa 


Escusado será dizer que estou podre de dores nas pernas, os meus músculos parecem que estão presos. Aquela dorzinha que dá depois de uma caibrã... para me animar afoguei as minhas magoas numa mega taça de natas e morangos.

Oh Meu lindo e maravilhoso anjo da guarda!!! Por favor, faz com que não me cruze com o Pipocas amanha, e ajuda-me para que tudo corra bem *choramingo* Sim!!! Porque alguns de vocês vão estar a curtir o Carnaval e eu a trabalhar! Ohhh Mas que mundo Cruel!

Boas Leituras!!!





Redimida [Série da Casa da Noite N.º 12] de Kristin Cast, P. C. Cast

Redimida
Série da Casa da Noite N.º 12
de Kristin Cast, P. C. Cast

Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 352
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896377137
Coleção: Bang!

Sinopse

No último livro da série bestseller Casa da Noite a Luz e a Escuridão enfrentam-se e o mundo nunca mais será o mesmo. Zoey Rebdird está em perigo. Isolada dos seus amigos, a jovem está determinada a encarar o castigo que merece - mesmo que tal signifique que o seu corpo rejeite a mudança e comece a definhar. Só o amor dos que lhe são próximos poderão salvá-la do vazio do seu espírito, mas um mal terrível emerge das sombras, mais poderoso que nunca… Neferet fez-se finalmente conhecer perante os mortais, coroandose de Deusa Negra e preparando-se para escravizar todo o mundo. Os vampyros da Casa da Noite trabalham com a polícia reagrupando os recursos que possuem, mas nada parece suficiente para vencer Neferet - a não ser que o vampyro que manipule os elementos possua também o dom de manusear Magia Antiga. Somente Zoey Redbird é herdeira de tal poder… mas devido às consequências de ter usado Magia Antiga no passado, Zoey não pode ajudar ninguém. Neste último romance da série Casa da Noite terá lugar a batalha épica entre a Luz e a Escuridão - a batalha que definirá quem será redimido… ou quem ficará perdido para sempre.

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

Sem Medo do Destino - Nora Roberts

de Nora Roberts
 
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 312
Editor: Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789897101366

Sinopse

Nos indolentes dias de verão, uma intensa vaga de calor é a maior notícia na cidade de Washington - mas a meteorologia é ignorada quando uma jovem é encontrada estrangulada. Mais duas vítimas se seguem e subitamente todos os grandes jornais falam no assassino a quem chamam "O Padre". Quando a polícia requisita o auxílio da psiquiatra Tess Court, ela apresenta o retrato-perfil perturbador de uma alma perversa para definir o criminoso. Mas o Detetive Ben Paris não quer saber da psique do assassino - o que ele não consegue ignorar é Tess. Confiante e atraente, Ben tem uma lendária reputação como mulherengo, mas Tess não reage a Ben como as outras mulheres, tornando o desafio de a conquistar muito mais aliciante. Enquanto Ben e Tess se associam como parceiros nesta perigosa missão, a chama da paixão acende-se… No entanto, alguém mais tem o olhar enfeitiçado pela bela psiquiatra loura, e talvez ninguém consiga impedir a próxima tragédia.

Private: Los Angeles N.º 3 - James Patterson, Mark Sullivan

Private: Los Angeles
N.º 3
de James Patterson, Mark Sullivan

Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 384
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898800220

Sinopse

Quatro homens são misteriosamente assassinados numa praia de Malibu, junto a um bairro de multimilionários. Jack Morgan, líder da Private, a conceituada agência internacional de investigação criada para proteger os mais poderosos, chega ao local do crime com o objetivo de ilibar um dos seus clientes e descobrir o verdadeiro assassino.
Mas eis que, a meio da investigação, Jack recebe um telefonema inesperado: Thom e Jennifer Harlow, o casal mais famoso de Hollywood, desapareceram sem deixar rasto, juntamente com os seus três filhos. Por entre revelações incríveis e descobertas chocantes, é missão da Private encontrar a família desaparecida, antes que a notícia chegue aos media e aterrorize o público.
Com dois casos tenebrosos para resolver, perseguições, assassínios, explosões mortíferas e alta velocidade, Jack, Justine e os restantes elementos da Private não terão mãos a medir para provar, mais uma vez, que são os melhores, os mais rápidos e os mais inteligentes.
Um thriller imparável de ritmo alucinante, com as reviravoltas inesperadas a que James Patterson já nos habituou.