Comandante Serralves - Despojos de Guerra

Já muitos afirmaram tê-lo visto, mas poucos o conhecem realmente. Quanta lenda haverá em cada uma destas histórias?

Cassandra Clare - Holly Black

4 de Novembro em Lisboa

Nacionalmente BOM 6- Ana C. Nunes

Delicias a não perder

Lançamento

25 de Outubro pelas 21:30 na Biblioteca Municipal da Moita

Pedro LTorres

um Romance Histório do autor Portugues, Pedro L. Torres.

quarta-feira, Outubro 29, 2014

Entrevista Ana C. Nunes

Boa Tarde Estrelinhas!!!

Entrevista Fresquinha com a nossa autora, Ana C. Nunes.



1º Ana, pode falar um pouco de si, o que faz, o que gosta e detesta.

Olá! Antes de mais obrigada por me receber aqui no blog. É sempre excelente ver como bloggers dedicados se esforçam por divulgar o que é nacional. Muitos parabéns!
Ora, eu sou uma rapariga do Norte, mais concretamente da cidade do Galo. Já tenho idade para ter juízo (mas falta saber se o tenho, efectivamente) e trabalho no atendimento comercial de uma empresa. Gostava de viver da escrita e da ilustração mas para já isso ainda não é possível.
Eu adoro, como é fácil de perceber, escrever ficção. Desenhar é a minha segunda paixão artística e gosto de conciliar ambas, especialmente na BD, mas também noutros formatos (contos ilustrados, por exemplo). Também amo os animais, a natureza, e a família (a minha acima de todas, claro está).
Detesto detestar coisas, pois queria ser imune a isso, mas não o sou, por isso detesto pessoas hipócritas e falsas, detesto ver lixo nas ruas e não gosto particularmente de centopeias. Ehehe!


2º Uma vez que vamos falar de livros, de que género literário gosta?

O fantástico, em todas as suas vertentes (ficção científica e terror incluídos). E de entre esses a ficção científica e o realismo mágico, assim como a mitologia, são os meus favoritos. Adoro descobrir e redescobrir o que os povos de outros tempos acreditavam, e imaginar quais poderiam ter sido as bases da criação dessas crenças que, na verdade, não são mais fantásticas ou imaginárias que a nossa crença no Deus uno, se formos analisar bem as situações.
A ficção científica fascina-me pelo seu potencial de realismo e porque mesmo os clássicos, datados que já estão, não deixam de ser fascinantes de analisar.
Já o realismo mágico me agarra pelo facto de eu querer acreditar que ainda existe um pouco de magia à nossa volta.

No entanto tento não me cingir apenas ao meu género de eleição pois já aprendi a admirar e apreciar todos os géneros literários, embora ainda tenha que explorar mais a fundo a poesia, o texto dramático e a não ficção, que são géneros pelos quais me aventuro pouco.

3º Algum autor preferido? Porquê?

Não tenho propriamente um autor que possa referir como favorito de todos os tempos, mas alguns nomes vêm-me logo à cabeça: Edgar Allan Poe, Markus Zusak, Robin McKinley, J.K. Rowling, Italo Calvino, Minetaro Mochizuke. E é impossível esquecer os portugueses: João Barreiros, Luís Filipe Silva, Marcelina Gama Leandro, Manuel Alves, Inês Montenegro e Vitor Frazão.
Todos escreveram dois ou mais trabalhos que adorei, nunca decepcionaram e sempre me fascinaram com as suas histórias. Há escritores que nos apanham só com um livro (Robin McKinley) e outros que demoram mais um pouco, mas no fim são estes os nomes que estão em primeiro plano e são os autores cujos trabalhos sigo com mais afinco, mesmo quando o tempo é curto.


4º O que o motivou a escrever?

Sempre adorei a língua portuguesa e a sua complexidade mas só no secundário senti o apelo da escrita criativa. Tinha muitas ideias e como havia uma colega que escrevia e desenhava, decidi imitá-la e passar a expressar-me em traços de lápis e rabiscos de esferográfica. Desde então não parei. Fiz uma pausa na escrita narrativa, há uns anos atrás, mas mesmo nesse tempo a escrita fez parte da minha vida através da Banda Desenhada, dos guiões.
Escrever para mim é uma terapia e por isso o último ano tem sido um pouco difícil, já que não tenho encontrado o equilíbrio que me permita escrever como noutros tempos. Não é por falta de ideias, mas sim de harmonia.
E, mesmo assim, nunca me distancio da escrita. Estou sempre a trabalhar em algo, por mais pequeno que seja. E o que mais me motiva é o mundo que me rodeia (especialmente a natureza e as pessoas) e o saber que se não escrever as histórias me vão ficar entaladas na garganta.


5º Das várias obras que já tem ao acesso dos leitores, qual é, para si, o seu menino? E porquê?

O meu menino será sempre o “Angel Gabriel – Pacto de Sangue”, não só por ter sido o primeiro romance que disponibilizei ao público em geral, mas especialmente porque foi aquele a que dediquei mais tempo até agora. E porque, apesar das suas falhas, o considero um texto que vale a pena ser lido. Os leitores, no entanto, parecem achar que o meu menino é o “A Última Ceia”, já que foi sem dúvida o que recebeu mais feedback até hoje e também foi o primeiro que publiquei em ebook.


6º As suas obras estão dentro de vários géneros literários, dando ao leitor uma variedade de escolha. Para si, há algum tema que seja mais difícil ou fácil de escrever?

Se me pedissem para escrever poesia eu ia trepar paredes! Não tenho jeito! Mas fora isso acho que me dou bem com quase todos os meios de escrita, até guião. Uns melhor que outros, claro. Estou mais versada na ficção, especialmente na fantasia e no terror/suspense mas não planeio nunca limitar-me a um só género, a um só estilo. Não tenho nada contra quem o faz mas, para mim seria sufocante. A história pede e exige, eu apenas a transcrevo.

7º A Heroína e o Vilão, foi o seu trabalho mais recente. Pode falar-nos sobre ele?

Esta história é a segunda aventura da “Heroína”, uma personagem que criei há uns anos, e o seu propósito é ser uma espécie de sátira às típicas fantasias (não só da ficção). As histórias são basicamente independentes mas estão interligadas por um fio comum que se vai desvendando a cada nova aventura. Com este trabalho eu quis testar a minha escrita de comédia e abusar dos clichés, fazer troça dos lugares comuns mas sem nunca lhes faltar ao respeito. 
Neste “A Heroína e o Vilão” a protagonista acorda para uma terra a tremer e enfrenta o seu inimigo mais patético. Pantufas em forma de leão, berlindes mágicos e varinhas de condão são apenas três das coisas que só farão sentido quando lerem a aventura. J


8º Das suas obras, qual seria a primeira a recomendar?

Talvez o “Electro-dependência”, o conto que foi publicado na antologia “Lisboa no Ano 2000” (Saída de Emergência), já que tem reunido críticas muito positivas e basicamente toda a gente gostou/adorou a história.






9º O Que acha mais difícil, quando se é escritor em Portugal?

Chegar ao público! Isto porque o público em si já é muito limitado. Afinal a grande maioria dos portugueses não lê livros assiduamente e quando lêem a maioria vai para os bestsellers, os romances dos jet7 e outros semelhantes. É muito difícil para o pequeninho ser notado, especialmente quando as editoras nos fecham as portas. E eu até entendo que a crise os impossibilite de apostar mais nos escritores novos mas acho que, mais que isso, a cortesia é algo que está muito em falta no mercado editorial português. Isto porque se um autor submete um manuscrito a uma editora, quer o seu trabalho seja bom ou mau, o mínimo que podem fazer é responder-lhe. Dar-lhe um feedback, nem que seja um simples «Não estamos interessados.», que é coisa que a maioria das editoras não se dá ao trabalho de fazer. 
Mas já divaguei. Desculpem.
Enfim, eu acho que há muito pouca aposta na divulgação do trabalho de novos autores e, mais que isso, acho que há muito pouco incentivo à leitura em Portugal, especialmente com os preços que se praticam. E depois chegamos ao ciclo vicioso: as pessoas não lêem porque os livros são muito caros, e os livros são muito caros porque ninguém os compra. E dá a volta e calha no mesmo sítio. Enfim, é triste …


10º O que aconselha aos novos escritores, que mantêm o manuscrito na gaveta?


Escrevam, escrevam e continuem a escrever. Experimentem novos desafios, novos géneros, novos formatos (se costumam escrever romances, façam um conto, ou vice-versa).
E claro, leiam muito. Leiam no género que querem escrever e fora dele. Não se limitem só a um estilo pois a diversidade é um bom estímulo.
Aconselho também a que peguem nesses manuscritos que têm nas gavetas, percam o medo, e os entreguem a duas ou três pessoas (a família não conta, nem os melhores amigos). Pessoas imparciais, pessoas que não vos vão passar a mão na cabeça e dizer só: “Ai que giro!”. Não! Vocês precisam de quem vos diga: «Olha, isto está mal. E isto também, e adorei esta parte porque isto, isto, e aquilo.». Poderão nem concordar com tudo o que eles dizem, e isso é legítimo. Afinal não podem agradar a gregos e a troianos, mas vejamos que se entregam a três pessoas e duas delas concordam num ponto, provavelmente é porque devem prestar atenção a isso.
Não tenham medo! O escritor tanto pode ser o maior crítico como o mais cego dos leitores quando está a ler o seu próprio trabalho. Tudo depende de para que lado da cama acorda. Daí que não seja viável fiar-mo-nos apenas na nossa opinião. Não tenham medo de dar a ler. O pior que pode acontecer é esses textos voltarem à gaveta, com mais riscos e anotações nas margens.

Muito Obrigada Ana, pela atenção e carinho. É um prazer ter-la neste cantinho.

E para os meus queridos seguidores, eu e a autora, Ana C. Nunes, estamos a preparar uma coisita muitoooo boa.

Acredito que vocês irão adorar.

Boas Leituras

terça-feira, Outubro 28, 2014

Ligeiramente Escandalosa - Mary Balogh

Ligeiramente Escandalosa
Mary Balogh
Ano da Edição / Impressão / 2014
Número Páginas / 368
ISBN / 9789892328805
Editora / ASA

Sinopse

Crescer no seio da família Bedwyn não é tarefa fácil; que o diga a jovem Freyja Bedwyn. Tendo passado a infância rodeada por quatro rapazes, habituou-se desde cedo a igualá-los em ousadia e independência. Mas o atrevimento - tolerável numa menina - é considerado inaceitável numa mulher. Quando, a meio de uma viagem a Bath, o quarto em que Freyja está hospedada é invadido por um atraente fugitivo, a jovem não tem meias- medidas e esmurra-o. Ele é Joshua Moore, o petulante marquês de Hallmere. Nessa noite mal adivinham que, dias depois, estarão... noivos. Para duas pessoas que anseiam por liberdade e parecem detestar-se, esta reviravolta é, no mínimo, inexplicável. Entre o choque e a admiração, a alta sociedade não se cansa de especular sobre a origem de uma relação tão enigmática, excessiva, e ligeiramente escandalosa...

segunda-feira, Outubro 27, 2014

Livros ou Ebooks...

Boa Noite Estrelinhas,

Hoje venho com um tema complicadito, sim, complicado no sentido de qual o melhor? Qual o mais pratico? E mais "organizado" Será... os Livros ou Ebooks?




Confesso que sou amante de livros, nada melhor do que os sentir na mão, passar os dedos pelas paginas, sentir o cheiro a novo do livrinho. Olhar para uma estante e ver eles ali, todos organizadinhos por autores, editoras, sagas. Ficam tão lindos, o mais belo jardim dentro de casa.
Quando queremos ler um livro, paramos de frente a nossa estante, corremos com a ponta do dedo pela lombarda, a sentir o relevo das letras ou não, dos nossos livros. Com um sorriso tolo no rosto agarra-mos no nosso tesouro, senta-mo-nos no sofá, cama ou até mesmo no chão e iniciamos a nossa viagem.
Oh sim, não há prazer melhor que esse, a leitura, não há satisfação melhor. Facilmente somos transportamos para uma era diferente, com pessoas estranhas que logo começamos a familiarizar-nos. Quando percorremos suavemente os dedos pelas paginas é como passar com os dedos na casaca de veludo, azul escuro do nosso amante, cada toque em cada pagina, são como pequenos sussurrares secretos. Até aqui tudo maravilhoso... mas... sim, há sempre um mas em cada história,  e nesta história também existe. Quando somos transportadas a realidade. As limpezas, tirar das prateleiras aqueles livros todos, passar com um pano seco no livro para tirar o pó. Aquele trabalho enorme que nos espera, em que perdemos meio dia só a limpar livros... mas isso não é o pior. O pior mesmo é quando nos deparamos com algo, pequenas manchas nas folhas... ohhh aquela maldita mosca que foi ali e deixou uma caganita minúscula no nosso livro, aquela mosca maldita que queria uma morte dolorosa por ter feito algo tão horrível! Mas como se isso não bastasse, quando chega aquela altura do ano, em que temos de encaixotar todos os livros, quando conseguimos encaixotar, para pintar a casa. Mais meio dia perdido só nos livros. aquela atenção especial que sempre temos para que não fique uma capa dobrada. Ora, se por aqui já assusta... vamos piorar, que no meu caso é o que tem acontecido e que me deixa doente... a humidade na casa. Aquela coisa horrível que aparece sem dar aviso, que por vezes até os moveis sofrem e se isso não é suficiente, para horror total, os livros estão manchados com humidade!! Um pesadelo de morte, aquele momento em que choramos de raiva! Que amaldiçoamos meio mundo e o desgraçado que inventou a humidade nas casas! Mas se até aqui não acham de todo uma catástrofe, então daremos sentido e razão à palavra... inundações, daquelas que quase nada escapa. Resumindo... um livro é um bem precioso e frágil de mais. Que por mais cuidado que a gente tenha, eles nunca estão 100% seguros.

É por isso que hoje eu abençoo algo que muita gente detesta, acha horrível. Mas que para mim é a minha nova paixão... Ebooks, protegidos contra moscas, humidade e inundações. Protegido de obras e infortúnios. Não tem cheiro, não tem o prazer do toque... mas tem segurança, que para mim é o importante. Abençoado cartão e a onde mais os guarde. Mesmo que o meu telemóvel ou tablet ou ereader avarie (ainda não tenho o ultimo), eles estão sempre lá, no cartãozinho magico... na minha biblioteca digital da wook, nos registos da Harlequin ou onde mais os comprar. Resumindo, o mundo não irá acabar!  E hoje nos tempos que correm, nada melhor do que jogar pelo seguro. É verdade, que comprar um ebook, ainda é caro. Uma injustiça para os amantes da leitura, quando ebooks estão praticamente ao mesmo preço que os livros físicos. Mas hoje ainda temos ebooks de autores portugueses de download gratuito. Ou mesmo de autores estrangeiros, também alguns dão aos leitores, ebooks gratuitos, que não estão a venda como livros físicos.

A verdade é que um prazer não elimina totalmente o outro. Pois mesmo que leia um livro ou um ebook, a minha mente viaja pela história, sou seduzida da cabeça aos pés. E a meu ver? Estou ainda mais apaixonada pelos ebooks. As vezes a sair a pressa de casa, o meu livro fica sobre a cama, o local onde o deixei para o levar, mas pelo meu telemóvel/tablet...compro um e txaram, assunto resolvido. Que mais poderia querer?
Aquela viagem de ferias de natal que se aproxima, e que já fazemos a lista de leitura... caramba. é preciso uma mala para os levar... mas no meu telemóvel/tablet... já os tenho e não corro o risco de querer ler um que afinal deixei em casa. Ou em ultimo caso.. comprar um no site e fica pronto na hora, sem ter de esperar pela entrega.

E vocês? Mesmo com os contras ou não... qual preferem ter a mão? Qual a vossa opinião?

Boas leituras


sexta-feira, Outubro 24, 2014

Ana C. Nunes - Nacionalmente Bom 6.1

Ola Estrelinhas,

Vocês devem de se estar a perguntar o que é isto do 6.1, se não deveria ser o 7, passo a explicar... 6.1 porque é a continuação de obras da autora Ana C. Nunes, mas desta vez trata-se de Bandas Desenhadas.




Sonhos e Mudanças
uma BD curta que pode ser lida gratuitamente online (webcomic)

Sinopse:

Quando somos crianças temos aspirações e sonhos. Quando crescemos para ser adultos, esses sonhos tornam-se cada vez mais distantes.


Um Dia Alguém lhe Disse … 
uma BD curta, vencedora do 3º Prémio no Concurso de Banda Desenhada da BDteca - 4ª Mostra de BD de Odemira (2009)

Sinopse:

Arruinarmos a nossa vida é aceitável, mas quando passamos a estragar a vida dos outros ...

Much Too Late
uma BD publicada integralmente em inglês (brevemente também em português). Leitura gratuita

Sinopse:

Rute, uma mulher de 29 anos, passa os dias a sonhar acordada. Desiludida com o mundo, ela procura refúgio nas fantasias que ela própria criou, deixando passar oportunidades de ouro na sua vida real. Quando se der conta dos seus erros, poderá já ser tarde de mais.



Garnath e a Bola de Cristal
um BD que pode ser lida gratuitamente online (webcomic)

Sinopse:

Uma BD de 24 paginas, feita durante o 24 Hour Comics em 2010, e agora arte-finalizada tradicionalmente e colorida digitalmente, para que possam apreciar melhor.
Esta historia baseia-se (de certa forma) no meu romance "Alma" (mas não precisam lê-lo antes).




Lobo & Dragão
a ser publicado, neste momento, como webcomic (BD digital gratuita)

Sinopse:

Rie e Unkei são dois jovens nascidos de famílias rivais. Enquanto a família Ryusaki já esqueceu o passado, os Ookami continuam a guardar rancor e Rie foi ensinada desde muito nova a odiar Unkei. O seu ódio no entanto, foi canalizado para o combate e a competição em geral. Não raras vezes os dois entram em confrontos, e competem anualmente no campeonato de Artes Marcias, do qual Rie saiu vencedora no ano anterior. O campeonato aproxima-se este ano e Rie não pode esperar para vencer novamente. No entanto uma cadeia de eventos vai mudar a forma como ela vê e interage com todos à sua volta.

Em co-autoria


em co-autoria com Natacha Salgueiro (desenhos)

Publicada no Jornal Barcelos Popular, entre 2006 e 2007
Sinopse

Andreia é uma rapariga como tantas outras, se esquecermos o facto de que tem mais azar do que é aconselhável. Cansada da sua vida cheia de acidentes, Andreia decide sair de casa, Mas as coisas não correm como desejado e Andreia é raptada por Jason. Como é que ela se vai safar desta?



 em co-autoria com Rui Alex (desenhos)

Publicada na Zona Nippon 1. Pode ser lida gratuitamente.

Sinopse
 Misbah é uma criança! Um génio da lâmpada, certamente, mas não menos criança por isso. Daí que quando ele vê um sinal a dizer “Não Alimentem a Caveira”, o que ele decide fazer é exactamente o oposto.

Prazer Literário.... Só Para Alguns?

Boa Tarde Estrelinhas,

Hoje, enquanto "passeava" pelo Facebook, deparei-me com uma "discussão" interessante... Oh sim, eu achei ela muito interessante.

Passo a resumir:

Foi publicado recentemente num grupo, por um autor Português, o tema "Não querem Roubar os Autores, pois não?" E devo dizer que este assunto foi pano para mangas... No meio de tantos comentários houve destaque para (qualquer coisa dentro deste género), "Se o pobre não tem dinheiro para pão, não vai rouba-lo" Isto é, se os leitores não tem dinheiro para livros, não devem de os sacar ilegalmente. Por um lado, eu concordo, é ilegal, prejudica-se o autor/editoras, mas com isto as pessoas com necessidade prioritárias não podem ler? Seremos nós leitores culpados por as editoras venderem os livros tão caros? Quando ao fim de uns anos os livros passam a metade do preço ou mais?
Prosseguindo. Houve também quem referi-se... "que vá a biblioteca alugar" ora algo que me deixou arreganhar os dentes. Para quem sabe eu moro no campo... ir a biblioteca, não é o mesmo que ir aqui ao meu quintal. Para isso preciso de transporte...ou próprio ou publico, o que nem um..nem outro. Autocarros aqui só quando o Rei faz anos...e as vezes ele esquece-se. E outro ponto...as bibliotecas de Almada, Lisboa etc... estão, provavelmente, melhor fornecidas, do que a biblioteca da terrinha aqui ao lado. Ora bem...com poucas hipóteses o que me resta?
Mais a frente, alguém referiu como as editoras darem livros as bloggers... humm... sim há editoras que dão livros aos blogger, mas eu penso que este comentário foi algo do género... as editoras dão por volta de 10 livros por mês a mesma blogger... humm... não. As editoras, cedem um ou dois livros no máximo. Mas é mais do que óbvio que a editora não vai dar só os livros que nós ama-mos, e que seguimos de Autora X, os livros cedidos por estas, são para leitura e divulgação no blog. Ha quem ache que as editoras nem deveriam dar os ditos livros. Sério? E como é que vamos divulgar e comentar um livro se nós, blogger não os conhecermos? Como daremos uma opinião sobre o mesmo, se não o lemos?

Deixo-vos aqui o meu comentário.... (não irei fazer print dos restantes sobre esta discussão, pois para isso, teria de pedir autorização a todos...)



Vamos por partes:

  1. Eu como blogger, não recebo um cêntimo pelas divulgações, excepção de um livro ou dois... e nem sempre nem todos os meses, como muitos crêem.
  2. As divulgações são de obras de autores estrangeiros, não Portugueses, assim como as obras cedidas. Excepção de uma editora ou duas, que me ofereceram na altura que iniciei parceria, uma obra Portuguesa.
  3. Se, nós bloggers, que estamos desempregadas, mora-mos nos confins do mundo, não temos meios de comprar livros ou alugar livros. Como é suposto eu fazer?
  4. Mesmo quando divulgado um autor Português, a pedido deste, ou porque eu entrei em contacto, é feito de forma gratuita. Aqui não há notinhas a circular ou livros. 

Uma questão que achei interessante, foi esta. " O que ganha o autor quando vou a biblioteca alugar um livro (gratuito) e de sacar este?"

Sim, como referi, sacar livros é ilegal, mas.. quando eu voltei a ler de novo, eu sacava os livros em PT-BR, pois desconhecia alguns dos autores, e houve obras que eu AMEI e fui a correr comprar (época em que a minha galinha era gordinha), por tanto não vejo como isso prejudica. Alias, acredito seriamente que não sou a única que lê em Brasileiro ou Inglês e depois vai comprar os livros em Português. Eu tenho mais de 50 livros na minha Wishlist... porque? Porque os li numa versão brasileira, e que adorei e quero os meus livros em PORTUGUÊS. Mas isto..referindo-se a autores Internacionais.

Agora autores Portugueses? Eles poderiam fazer pequenos contos em ebook gratuito. Para os leitores o conhecerem e conhecerem a sua forma de escrever.  Para que quando tem uma nota guardada e for comprar aquele livro, saiba como o autor escreve, que sabe que vai comprar e vai gostar da maneira de fluir da historia, da escrita, do enredo. Não para que compre o livro a medo, ou que deixe esse livro na estante da livraria e leve um livro de um autor que ja conhece. Pois assim não vai correr o risco de não gostar.  Será que me faço entender?

Uma das coisas que me faz confusão é: As editoras dizem muitas vezes. Ah o livro X de autor internacional é caro,  porque ainda se tem de pagar aos tradutores e revisores e tudo mais... Ok e então os Portugueses é porque? Não precisam de tradutores, digo eu, do meu inocente ser. Não se ganharia mais se os livros fossem mais baratos? Eu por exemplo tenho 20€ com esses 20€ só posso comprar um livro.... mas..e se eu com esses 20€ poder comprar dois livros? mesmo que acrescente mais 2 ou 3 euros? E não ficamos só por aqui, os ebooks... porque é que eles são quase ao mesmo preço do livro? Não seria suposto ser mais barato? Poupa-se no papel, na tinta, os gastos normal de uma impressão...porque...é digital! Então porque é que há ebooks com diferença de 2 euros do preço do livro em formato papel?

Como é suposto, haver leitores em portugal, se as editoras/autores, não facilitam? 
Ou os pobres, como alguém disse naquele post do grupo, não tem direito a ler? É isso? O Prazer da leitura é só para os ricos? Porque se eu tiver de escolher entre um par de ténis para o meu filho, e um livro, eu escolho o par de Ténis. 
E no País em que vivemos, HÁ PESSOAS QUE TEM DE FAZER ESCOLHAS! HÁ pessoas que não tem bibliotecas a porta, e que podem também não tem amigos que emprestem livros, podem até nem ler.

Eu agradeço as minhas amigas, Vina e a Magda, por me emprestarem livros. Mas talvez nem todos tenham amigos que amem a leitura como nós.

É nós, POBRES (como foi-nos chamados naquela publicação do facebook) TEMOS DIREITO A LER SIM!

quarta-feira, Outubro 22, 2014

Doar Livros à Nossa Biblioteca - Biblioteca Municipal do Pinhal Novo

Boa Noite Estrelinhas,

Desculpem, desculpem e desculpem... Não é culpa minha, é da Vera. Ela e as coisinhas boas que mete no grupo e tudo mais e pronto...eu perco-me por lá na cusquice com as meninas e pronto...o dia passa e eu não publico nada!

Mas, trago uma boa noticia que a nossa querida Liliana, de certo vai gostar hehe



Então, como prometido, mas não concluído. Fui ontem de manhazinha a Biblioteca Municipal do Pinhal Novo (B.M.P.N). Onde falei com a Sra Bibliotecária e tirei as minhas duvidas.


Apresentei-me, como blogger e dei conhecimento desta iniciativa. Não como iniciativa minha claro, a ideia foi da blogger Liliana - Vamos Doar Livros à Nossa Biblioteca.

Mas indo ao que interessa,

A B.M.P.N, aceita com muito gosto as doações de livros a mesma, e agradece.
Perguntei sobre o estado dos livros. Calma, esta pergunta foi feita, não no sentido de doar livros rasgados ou riscados, mas por eles poderem pensar que seriam livros NOVOS.
Então esclareci, que alguns dos meus livros estão assinados por dentro, a Sra. Bibliotecária, informou-me que isso não seria problema algum, seria sim um pouquito mais complicado se os livros tivessem folhas rasgadas/soltas e capas consideravelmente danificada.
O que eu respondi de imediato que não. É apenas o meu nome lá dentro, visto que por vezes em empréstimos de livros há sempre quem diga, há não esse livro e meu...assim sendo o meu nome estaria lá e não poderia dizer tal mentira.

Resumindo, para as minhas seguidoras do blogue, se forem doar livros a Biblioteca Municipal do Pinhal Novo, os livros que forem dar, podem ir assinados. Terá de ser livros que estejam apresentáveis, não esquecendo que será livros que vão ser requisitados, por isso, livros danificados (rasgados ou com folhas soltas..) não será o aconselhável.

Agora terei de organizar uns quantos livros, ajeitar uma caixinha, e ver quando consigo ir de novo a Biblioteca.... talvez para a semana? Quem sabe...


Boas Leituras

segunda-feira, Outubro 20, 2014

Convite "A Imagem" de Joel G. Gomes


Boa Tarde Estrelinhas,

segue abaixo o convite para o lançamento do Romance "A Imagem" do autor, Joel G. Gomes.

25 de Outubro pelas 21:30 na Biblioteca Municipal da Moita