terça-feira, setembro 16, 2014

A falta de profissionalismo das chamadas "editoras"

Boa Tarde Estrelinhas,

Hoje venho com um assunto bastante delicado, não que eu esteja nessa situação, graças a Deus os meus 4 manuscritos estão na gaveta, a ganhar mofo e baratas, e acreditem na minha opinião…eles estão bem lá. Quem sabe um dia, quando eu própria entender como este mundo funciona, meta um ou outro cá fora. E Claro, arranjar um emprego de Herdeira, procuro tio perdido com bons conhecimentos e excelentes advogados… heheeh estou a brincar. Vamos lá a coisas sérias!

Já que o meu blog é literário e a minha função é divulgar obras portuguesas e não só …. Porque não irmos as dificuldades dos autores portugueses?

Sim isso mesmo, editar um livro em Portugal é algo como achar uma agulha num palheiro. Porquê? Ora, porque todos nós sabemos que as editoras apostam no que dá dinheiro, se assim não fosse seria melhor elas fecharem as portas e despedirem os funcionários não é verdade? E o que dá dinheiro? Autores estrangeiros, nomes conhecidos mundialmente…ou quase.




Apostar num autor Português é um tiro no escuro, mas apostar num autor que está a iniciar o percurso é quase suicídio editorial. Demasiado? Não, pois pensem bem. É jovem, primeira obra a ser editada, dinheiro apostado que pode ser perdido, poucas vendas ou nenhumas.
A verdade é que são poucas as editoras aceitarem obras portuguesas e quando aceitam, pouco ou nada se ouve falar delas, as obras e autores. A não ser que já seja nomes que se ouvem na televisão, ou que tenham dinheirinho vivo a meter em cima da mesa.
Mas e quando as chamadas “editoras” aceitam os jovens escritores, novos nestas andanças que pouco ou nada conhecem neste mundo editorial/literário? Claro está, a dita “editora” facilita no pagamento, cria um contrato que a vista é agradável ao jovem escritor, mas… as letrinhas pequeninas são tão pequeninas que nem se vêm no contrato. Talvez se tenham esquecido de as colocar lá? E tudo parece uma maravilha, o jovem escritor fica felicíssimo da vida, primeira obra editada, vida facilitada, o livro até tem vendas, já tem uns fãs outros perguntam pelo próximo ou se haverá próximo. O Escritor entusiasmado até pensa em escrever mais um ou dois livros a dar continuação e fazer uma trilogia.
Mas de repente…PUMMMM o que parecia ser um mar de rosas, uma “editora” cinco estrelas, simpáticos e acessíveis, não passam de uns charlatões.


Que em vez de cumprir o que está no contrato, falta a palavra, dá o dito por não dito. Um contrato que para eles não passa de um pedaço de papel para forrar o cesto dos papéis. O Jovem autor desanimado e decidido a confrontar a “editora” vê as portas fechadas e as janelas com grades, sem qualquer hipótese de saída. A Editora que inicialmente se mostrava acessível e cinco estrelas, vira o diabo, recusa-se a qualquer esclarecimento ou com meias palavras a fim de confundir o escritor, possivelmente ainda oferece um bónus de stress e desilusão, com um toque de ameaças a mistura.
Num mundo onde o dinheiro faz girar o mundo, nada que um bom processo judicial não resolva, mas se o jovem escritor mal teve dinheiro suficiente para pagar a edição do livro, como pagará a um advogado e as despesas de tribunal? É suposto ficar então o escritor a perder a sua obra? Ficar vinculado a um contracto que a própria “editora” não compre?
Qual a saída justa e digna que este jovem escritor pode ter? A onde pode recorrer? Quem o pode ajudar?
Pode o autor recorrer a SPA? Sociedade Portuguesa de Autores?
 Sim pode, mas pelo que soube, estes só poderão fazer algo se o sucedido tiver acontecido DEPOIS do autor ser socio deles, assim sendo, autores que tenham este género de problemas e não sejam sócios da SPA, podem encontrar a porta fechada, sem qualquer ajuda.
Noutro caso temos a SPE Sociedade Portuguesa de Escritores, e se o Sr. Google não me enganou, tem como nome agora APE- Associação Portuguesa de Escritores, podemos sempre recorrer a eles…mas… será que obteremos resposta? Pois pelo que ouvi dizer, mais depressa nos responde uma Zebra a dizer se é preta com riscas brancas, ou branca com riscas pretas…. Das duas uma ou os “processos” são muitos, ou os contactos são extraviados.
Isto é caso para perguntar, como e a quem é que um escritor se pode dirigir para poder falar para resolver assuntos deste género, de “editoras” que não comprem o contrato e ainda gozam com o autor, podendo até ameaçar este.

Pois há algo que as ditas “editoras” se esquecem, uma boa casa leva anos a fazer, mas segundos a manchar. Que a bem ou a mal, todas as editoras precisam de 2 coisas, escritores com as suas obras…. E leitores, para as comprarem. Sem uma delas, o negócio não vai  prosperar, e isso é o mesmo que querer que um carro ande… sem rodas.

5 comentários:

  1. Excelentes perguntas, para quando uma entrevista a estas entidades que supostamente ajudam os autores para esclarecimentos mais precisos? ;)

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    1. De momento estou um pouquito sem tempo. Mas é uma entrevista que pretendo fazer, não garanto é que obtenha resposta.

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  2. Se precisares de ajuda nisso já sabes que podes contar comigo :)

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  3. Vivemos - mesmo - num país de poetas e de escritores falhados. Ah, esperemos, a não ser que se seja sobrinho/ afilhado do político X, da apresentadora Y ou do Cantor Z. É. Já Camões morreu na miséria e sem ver o sucesso. Mas, nós, Portugueses a sério, nunca demos falar a isso da "arte" (seja ela qual for) e sobre esse poeta cego, ora, usou-se a obra para recuperar a independência [recuperada em 1640]. Se não fosse isso...
    Bom, talvez eu própria tenha que esperar que caia o céu e a trindade, para sonhar com o poiso celeste. é. das estrelas vou vê-los devorar os meus livros [país de cegos, surdos e mudos, para o que convém].
    Por isso, é que às vezes gostava de não ter nascido aqui.

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