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Divulgação e Opinião

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Qual o vosso autor/livro que mais vos marcou este ano de 2012?

Bem, bem, estamos a chegar ao fim de mais um aninho *.* e com ele mais uma vez vem os livros que mais me marcaram, livros que li, ri, chorei, odiei outro personagem e por ai adiante.
Resumindo... que VIVI ao ler.

 Primeiro as Mulheres. Sophia Carpersanti, com a Noite da Alma e Tempo da Alma, que me está a seduzir por completo.
 Andreia Ferreira, com Soberba Escuridão e Soberba Tentação, delicioso ate a ultima pagina.

 Dos Rapazes....
 Vitor Frazão com A Vingança do Lobo

 Anibal Avila Castro com O Guerreiro Psíquico.

 Ambos trazem-nos historias fantásticas. Claro, sem romance em excesso que nos deixem a babar e tal *riso*

 Estrangeiros: Karen Marie Moning nossa esta menina consegue em palavras simples cativa a nossa atenção ate a ultima pagina, e no fim fazer nos suspirar


 E vocês quais são os vossos 5 autores e obras deliciosas?

Opinião - O Último Lobisomem, Glen Duncan

Sinopse:
Jacob Marlowe é um lobisomem solitário, o último da sua espécie. Há duzentos anos que vagueia pelo mundo, escravo dos seus apetites ferinos, que o condenam a devorar um humano a cada nova lua cheia. Mesmo sabendo que irá pôr fim a uma lenda com milhares de anos, Jacob pensa no suicídio. No entanto, em breve Jacob descobre uma razão muito mais forte para querer continuar a viver, quando se apaixona por Tallulah, a última lobisomem. Sangrento, brilhante e sensual, este thriller, que reúne romance e mistério, impõe-se como uma nova e poderosa versão da lenda dos lobisomens.
Opinião:
Quando vi esta capa, que me chamou e prendeu imediatamente a atenção. Quando li a respectiva sinopse e as opiniões internacionais, que a acompanhavam, pensei para comigo: este vai ser uma daqueles livros, Hummmm, mal posso esperar para lhe deitar a luvinha!
Pois, para meu azar, este livro foi para mim a desilusão do ano.
Nunca me custou tanto ler um livro, como aconteceu com este livro do autor Glen Duncan. Não sei se o defeito terá sido inteiramente da obra ou se terá sido meu, a verdade é que andei a "arrastar" este livro durante quinze dias, na expectativa de que findo um capítulo, encontraria a essência da narrativa e despertaria o meu interesse na história, coisa que não aconteceu e que me levou a trocar o livro com uma colega, mesmo antes de o terminar. Consegui passar pouco mais do meio e não consegui ler nem mais uma página.
Durante a leitura encontrei um ou outro pico, que me dava uma réstia de esperança, mas não passou de uma ilusão. Para mim a leitura tem que me trazer prazer e bem-estar, não pode ser forçada, por isso desisti de Glen Duncan.
Boas leituras, Soraia


Opinião - Alma Rebelde, Carla M. Soares




Sinopse:

No calor das febres que incendeiam a Lisboa do século XIX, Joana, uma burguesa jovem e demasiado inteligente para o seu próprio bem, vê o destino traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.
Contrariada, Joana percorre os quilómetros até à nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.
Mas Santiago, o noivo, é em tudo diferente do que esperava. Pouco convencional, vivido e, acima de tudo, livre, depressa desarma Joana, com promessas de igualdade, respeito e até amor.
Numa atmosfera de sedução incontida e de aventuras desenham-se os alicerces de um amor imprevisto... Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior?


Opinião:

Bom, antes de mais, quero avisar que foi uma estreia para mim neste género. Nunca tinha lido nenhum romance de época. Mais uma estreia!

Desde as preocupações de Rosária aos petiscos de Brites. Desde a altivez de D. Ana à presunção de D. Miguel. Desde os medos e traumas de Ester ao asqueroso e nojento Velho ou D. Armando... Desde a curiosidade enclausurada e rebelde de Joana ao brilho malandro e visionário da personagem Santiago, adorei cada passagem, adorei cada apresentação. Cada vivência desta história que nos remete a um tempo onde acontecer o que acontecer a Joana era um autêntico milagre. A um tempo em que os pais, senhores de família vendiam as filhas a troco de títulos e bens. A um tempo que as mulheres não eram vistas se não, como máquinas para dar filhos, assegurar descendência, satisfazer os maridos e cuidar da casa.

'Alma Rebelde' da voz a sonhos e vontades reprimidos, porque a sociedade assim ensinara. Porque a sociedade assim ditava.
Gostei do misto de narrativa, onde tanto nos é apresentada na terceira pessoa, como temos pensamentos, desabafos e confissões em primeira pessoa. As cartas trocadas, escritas também elas como desabafos, transformaram-se num vício, que me fez querer chegar rapidamente à próxima carta.

Consegui muito facilmente visualizar as saias de Joana, o espartilho apertadinho a esmagar-lhe as costelas e a camisa desapertada de Santiago. As botas cheias de poeira, e o cheiro a suor depois de uma cavalgada para desanuviar a cabeça. As emoções e as confusões que se geraram na expectativa dos dois pombinhos que se recusavam a conhecer-se para além do necessário... enfim... Foi uma história que me prendeu desde a primeira letra do primeiro parágrafo até ao último ponto final.
Sou sincera, nunca pensei gostar de um livro deste género, mas a maneira como a autora escreveu, levou-me pelas páginas sem ter dado conta do tempo passar.

Espero sinceramente ter a oportunidade de um dia poder felicitar pessoalmente a autora Carla M. Soares, por este delicioso livro, e poder ter o meu exemplar autografado.
Enquanto isso não acontece, ficam aqui as minhas felicitações na blogosfera.
Parabéns Carla M. Soares, uma bonita história, com bonitas personagens e narrativa fantástica.
Muito sucesso.

Boas leituras, Soraia



segunda-feira, dezembro 10, 2012

Opinião - Sedução, Bella Andre



Sinopse:

Charles Gibson é um escritor de êxito, mas devido aos temas que escreve afasta as mulheres e sujeita-se a blind dates que os amigos lhe propõem. Candance Whitman, recém-chegada à literatura erótica, tem encontrado diversos obstáculos pelo caminho. Cansada de ser criticada, decide ir a uma conferência de escritores com o objectivo de aprender, onde acaba por conhecer o seu ídolo: Charles Gibson, o autor best-seller de romances eróticos. Charles propõe-lhe cinco lições para lhe ensinar as noções básicas do erotismo, criação de cenas, ou seja, conselhos muito válidos para obter bons resultados. Mas o que nenhum dos dois esperava era que as lições teóricas passassem à prática. Infelizmente, a desilusão de Candace em relação ao novo romance que está a escrever - no qual Charlie desempenha o papel principal - ameaça-lhes a possibilidade de desfrutar de um amor verdadeiro. Conseguirá ela separar a fantasia da realidade?


Opinião:

2012, foi na minha perspectiva, o ano onde o bum erótico se deu a conhecer. Claro que este tipo de literatura já existe há décadas, no entanto, como em todas as modas, têm o seu auge, e o ano corrente foi um deles.

Bella Andre apresenta o seu 'Sedução' na linha de outros lançamentos, como a controversa trilogia  'As Cinquenta Sombras de Grey' de E.L. James ou a tão aclamada 'Crossfire' de Sylvia Day com a sua estreia em Portugal com o primeiro volume, 'Rendida'. Mas atenção, não existem só estes títulos. Existem por ai centenas de livros do mesmo teor, prontos a convencer mais um fã a ser seguidor do estilo.
Bella Andre, no seu 'Sedução', fala-nos um bocadinho sobre isso, uma vez que a história central mostra a vida de um escritor erótico conceituado e conhecido, e de uma aspirante a escritora, com muito jeito mas no anonimato, que se debate para singrar neste novo estilo.

Aspectos negativos:
- O uso dos termos como "cona" e "piça" num contexto como o deste livro, em que dois profissionais da escrita mostram o seu valor como tal, é na minha opinião despropositado e sem classe. Tira-lhe todo o glamour que um romance erótico pode apresentar. É uma linguagem informal demais, que não combina com o resto da narrativa.

Aspectos positivos:
- A divulgação de mini histórias, dentro da história principal, foi muito interessante, uma vez que funcionava como uma espécie de espelho das necessidades e desejos mais recônditos das personagens centrais.
- Tamanho/ Tipo de letra.

Em suma, não foi um livro pelo qual me apaixonasse.

Boas leituras, Soraia

domingo, dezembro 09, 2012

Opinião - O espelho quebrado, Brian Keaney

Sinopse:
Governada pelo tirano Dr. Sigmundus, Gehenna é um país onde as leis devem ser obedecidas sem questionar e onde ninguém pensa por si.
Até sonhar é proibido.
A partir do momento em que Dante Cazabon, um órfão sem amigos, descobre o Odílio, uma força com o poder de parar o tempo e de modificar o tecido do universo, ele passa a liderar uma rebelião que o irá conduzir às fronteiras da vida e da morte, assim como ao coração do Mal.
Nas profundezas do Odílio, uma nova espécie de Mal está prestes a nascer: o Espelho Quebrado. E apenas Dante o poderá deter. Mas, para o conseguir, ele irá confrontar-se com uma escolha terrível.
...Dante está a monte, Bea é prisioneira e Ezekiel encontra-se ferido. As coisas não parecem correr nada bem para os Púca...
...E o cenário irá piorar.
Opinião:
De volta ao mundo de Dante e Bea, 'O espelho quebrado' é o segundo livro da trilogia de Brian Keaney, 'As promessas de Dr. Sigmundos'. Um tirano obcecado pelo poder supremo, que oprime os habitantes de Gehenna, e tudo faz para que pensar, opinar e sonhar, nunca faça parte das mentes dos seus súbditos, levando-os a consumir a Ícor, uma substância que os impede de ter vontade própria. Uma droga que consome a mente humana e os vais destruindo a pouco e pouco, transformando os seres humanos numa espécie de vegetais mecânicos, que falam, andam, comem, mas não vivem.
No primeiro livro, Brian Keaney, apresenta-nos os personagens principais e põe-nos ao corrente de como é viver uma vida sem sonhos. Sem direitos. Sem vontade própria. E como é ser-se um pária, numa sociedade estratificada e que não permite diferenças.
Neste segundo volume, Brian aprofunda mais e dá-nos pormenores importantes e reviravoltas na história, continuando com a escrita simples e muito explícita, descrições importantes e bons diálogos, terminado o segundo livro com toda a história em aberto, deixando-me a pensar como poderá ele resolver a situação em que deixou ficar Dante.
Só me resta terminar a trilogia com o último livro 'O cântico dos Mendini'.
Obs: Este livro está em promoção na Fnac online, pelo valor de 3.50 €.
Boas leituras, Soraia


sexta-feira, dezembro 07, 2012

Opinião - O Diplomata, Vasco Ricardo

Sinopse:

" ... e quando já ninguém chorava, dei por mim a verter lágrimas que cheiravam a sangue..."
Gabriel é um politico norte-americano de topo que possui uma familia perfeita e uma reputação imaculada.
Contudo, por detrás da sua figura exemplar, um outro homem emerge. Violento, frio e calculista, Gabriel parte em busca de algo e não parará enquanto não for bem-sucedido.


Opinião:

Antes de mais nada, e para os mais distraídos, 'O Diplomata', é o segundo livro do jovem autor português, Vasco Ricardo, que nos brindou a sua passagem do anonimato para a ribalta com o seu primeiro livro, 'A Trama da Estrela' e que num relativo curto espaço de tempo, brinda os seus fãs e seguidores, com um novo livro, uma nova ficção, num registo que a meu ver, é totalmente diferente do primeiro, e que ainda assim, me voltou a prender desde a primeira página até à última.
Gostava de escrever aqui um milhão de palavras a enaltecer este livro, mas a verdade é que nenhuma chegaria para descrever o quanto eu gostei desta leitura.

O Diplomata é: Falsas aparências; hipocrisia diplomática; cinismo politico; arte de bem receber...
O Diplomata é: O reconhecer de valores sociais, culturais e humanitários.
O Diplomata é: Países do terceiro mundo; a pobreza; as ditaduras; a escassez da comida e da água; as crenças religiosas; as vítimas dos interesses políticos; os refugiados...
O Diplomata é: Direitos humanos!
O Diplomata é: uma obra e tanto!

A escrita deste livro é limpa e fluida, assim como a apresentação do próprio livro a nível gráfico, que sofreu uma melhoria bastante visível e bastante notória. Não sei, mas está diferente!
A história que nos guia de situação em situação, absorve de tal maneira que nem temos margem nem tempo para "parar e respirar".
As descrições estão no ponto, as acções acontecem a tempo e horas, e as personagens são centrais e muito bem construídas. Muito facilmente identificamos esta ou aquela personagem, que passa ou já passou nos telejornais ou nos nas histórias verídicas reproduzidas na grande tela.
Os temas abordados nesta ficção, para além de actuais e verídicos, são temas que nos dão que pensar. Que nos "obriga" a refletir no assunto, registo que no meu caso, já aconteceu com o primeiro livro.

Felizmente para mim, tive e tenho o prazer de conversar com o Vasco várias vezes e é mesmo um orgulho e um gosto enorme, ter a oportunidade de privar com alguém com tanta qualidade, que nos brinda com livros assim, com este nível.
Não é graxa, nem opinião só porque sim, tanto que o meu género de eleição não é este, a minha onda por assim dizer é mais fantástico, mas dei comigo a devorar ambos os livros como acontece com grandes obras de literatura fantástica, que vendem milhões em todo o mundo...
'A trama da estrela' já me tinha convencido mas 'O Diplomata' deixou-me literalmente sem palavras.
E sendo verdade que os teus livros e ficções são como os "cogumelos"  (altamente comestíveis e ainda mais recomendáveis), estou ansiosamente à espera do próximo. Não demores, está bem? Mas não demores mesmo....

PARABÉNS VASCO!


Boas leituras, Soraia

As Trevas da Paixão - Santiago #3

Acordo com o telefone a tocar e amaldiçoo o dia em que criaram a tecnologia. Caramba não se pode dormir.
Agarro no meu telefone e atendo.
- Raios! É a minha folga como é que tens o descaramento de me acordar de madrugada para me moer os miolos? – grito exasperada sem ver quem me ligava, de cara meia enterrada na almofada mas já a imaginar que seria a Diana.
- Não há nada melhor do que o bom humor de uma mulher quando acorda. – a voz do outro lado da linha ri-se e eu desato a praguejar quando reconheço o som da voz. Praguejo em voz alta e quando me apercebo da figura que estou a fazer dou um salto da cama e caio no chão, perdendo o telefone pelo caminho. – Ainda ai estás? – oiço o riso ainda mais forte do outro lado.
Coisa que vos digo já, me irrita profundamente.
-Isto não é hora de se ligar a ninguém! E além do mais pensei que fosse outra pessoa, a propósito como tem o meu número?               
- Calma querida, uma pergunta de cada vez, que já não me recordo da primeira, aliás, não me recordo da última. – Santiago riu-se e eu inspiro profundamente para me tentar acalmar e controlar o meu mau feitio matinal.
- Só fiz uma pergunta, como arranjou o meu número? – pergunto com um pouco mais de calma.
- Se eu disser promete que não a mata depois? É que você tem cara de quem arranca a pele das melhores amigas e faz tapete com elas. – Okay, aquele era o melhor elogio vespertino que alguém me deu até à data. Não me consigo conter e desato a rir à gargalhada quando o oiço a rir também.
- Diana não é? Nem precisa de responder. Já agora, porque me está a ligar? Ainda é cedo. – atiro-me para trás na cama e meto um braço em cima dos olhos.
- Na verdade querida, são 14h37 minutos. E queria saber se estaria interessada em apresentar-me Évora. E por favor não salte da cama outra vez, não vá magoar-se a sério e eu não estou ai. – diz ele num tom mais firme.
Eu destapo a cara e por momentos penso não ter ouvido muito bem.
- Como? Pode repetir?
- São precisamente 14h: 38 minutos neste momento. E então, sempre será a minha guia ou não?
- Sim, será um prazer.
- Óptimo, encontramo-nos daqui a meia hora então. Na porta do Hotel?
- Combinado então. –depois de desligar fico a pensar o que vestir e acima de tudo onde o levar.
Bom, ai não há dificuldade, vamos à capela dos ossos que eu tanto adoro e nunca me canso de lá ir, depois à Catedral, magnífica e por fim à pastelaria para ele provar o famoso Pão de Rala. E agora o que vestir?
Salto da cama e abro o roupeiro.
-Humm… bem, umas calças de ganga e um top está mais do que bom. – procuro os meus ténis Puma e corro até à casa de banho e depois da higiene feita e de estar vestida, amarro o cabelo num rabo- de- cavalo. e saio porta fora.
Vou no meu carro até ao hotel, a sorte é que não apanho muito trânsito mas acabo por chegar 15 minutos atrasada na mesma.
- Estava a ficar preocupado. – diz Santiago quando entra no carro.
- Ai sim? Estava a ficar preocupado? – sorrio só para o provocar.
- Nunca se sabe, podia ter mudado de ideias. – disse ele com um encolher de ombros.
-Nunca volto com a palavra atrás. – digo isto e arranco com o carro. – Bem já tenho uma vaga ideia de onde ir hoje. – sorrio
- Hoje? Isso quer dizer que amanhã há mais? – pergunta genuinamente ansioso.
- Não, amanhã estou a trabalhar. – informo e olho para ele pelo canto do olho e vejo que me observa com atenção.
- Isso sim é uma pena. – e dito isto sinto a mão dele sobre a minha perna, e sinto uma excitação crescente em mim.- Bem, vamos visitar dois monumentos, e uma pastelaria famosa pelo seu pão de rala.
O decorrer da tarde foi de facto divertido e ao qual dei umas boas gargalhadas, e por fim de tanto caminhar terminamos na pastelaria com uma fatia de pão de Rala à nossa frente.
 - De facto isto é delicioso.
-Sabia que iria gostar, toda agente que por aqui passa, adora. –  apercebo-me que ele me observa novamente e sinto me nervosa e ansiosa. – Bem, será melhor regressar, ainda tenho umas coisas para fazer. – levanto-me e afasto-me dele. Maldito fosse, ele apercebe-se do meu recuo e parece genuinamente magoado.
- Sou indiferente para ti? – ok agora terminou o tratamento de você e passamos para um nível mais à frente.
- Não me quero envolver com ninguém, Santiago.
- Repete outra vez! – é mais uma súplica que um pedido normal. E eu fico a boiar, sem perceber.
- Repito o que? – Pergunto confusa.
- O meu nome. – ele  aproxima-se mais de mim, sem me dar espaço para fugir.
- Santiago eu… - ele fecha os olhos como que a saborear o nome dele.
- Adoro o meu nome a sair dos teus lábios. – e dito isto beija-me.
Eu podia afasta-lo. Era o que devia ter feito. Eu sei! Mas em vez disso puxei-o mais para mim, não sei porquê, mas simplesmente deixei-me ir. Deixei que acontece-se…
O Beijo era meigo mas ao mesmo tempo exigente e eu só conseguia deixar-me levar, sem me aperceber de que os gemidos eram meus, a exigir mais… Até que ele se afastou.
-Aqui não. É melhor pararmos. – Santiago levanta-se e puxa-me com ele, quando chegamos ao carro ele tira-me a chaves e vai para o lugar do condutor e eu sem forças para reclamar sentei-me no lugar do pendura e deixei-o conduzir.
Para um dia solarengo, nuvens escuras cobriram o céu e a chuva caiu rapidamente, dificultando a visibilidade.
Mas isso não o impediu de conduzir como um louco e quando vi, estávamos à porta da minha casa. Sem qualquer palavra saímos do carro e corremos até à porta. Entramos em casa e apesar da temperatura negativa que se fazia sentir eu só me sentia quente, muito quente.
Santiago agarrou-me pela cintura e virou me para ele e sem mais delongas começou a beijar-me, cada vez com mais exigência, depois o meu pescoço e quando dei por mim já estava deitada no chão do meu Hall de entrada, despida da cintura para cima.
Comecei de imediato a despi-lo, deixando-o gloriosamente nu, e a sua erecção saltou à vista, grande e grossa, o que por momentos me assustou e me fez sentir uma virgem com a pergunta ridícula de «será que vai caber»?
- Desejo-te desde o dia em que te vi – disse ele num sussurro.
Eu, por  mais que quisesse falar não consegui dizer palavra, a paixão deixou-me muda e a única coisa que consegui fazer foi percorrer o corpo dele com as mãos, puxando-o para mim, mas tudo o que ele fez foi torturar-me e deixar-me mais excitada, sentindo borboletas no estômago e uma dormência mais abaixo. Era como se tivesse formigas a passear por todo o lado, fazendo-me o coração palpitar de ansiedade.
-Por favor. – suplico.
-Por favor o que, Eloísa?
- Entra…em mim. Preciso de ti. – sussurro, e ele ri-se e volta a beijar-me.
-Ainda não querida, ainda não. – os beijos começaram a descer do meu pescoço para o meu peito, os lábios dele a rodearem  o meu seio e eu dou um gritinho. A outra mão tortura o outro seio e eu desesperada começo a roçar-me nele.
O ar frio toca nos meus seios, denunciando o abandono que estes sofreram, ele continua a beijar-me mais a baixo, brincando e torturando-me entre lambidelas e pequenas mordidelas.
Deixo-me levar por aquilo que o meu corpo mais deseja. Sinto que se aproxima do sitio onde eu mais o desejo e quando penso que a minha merecida libertação está a chegar ele pára.
-Não querida, ainda não. – tento protestar mas acabo por dar um grito quando o sinto a entrar em mim de repente, apesar de estar excitada, molhada, a penetração custa-me um pouco.
                - Cristo, está tão apertado. – sussurra ele, e começa a mover-se o que me ajuda a moldar a ele.
As investidas são cada vez mais fortes, cada vez mais presentes, cada vez mais másculas e possessivas.
                - Santiago... – grito quando atinjo o clímax.