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quarta-feira, maio 09, 2012

Casa Assombrada

Numa aldeia, vivia uma família. Até ao dia em que o pai assassina toda a família.
A partir desse dia, a cada sexta feira 13 , onde a trovoada rompe o céu, essa família aparece e a sala de jantar volta ao que foi em tempos, um local do assassinato, independentemente de quem lá vive. Um machado ensanguentado aparece na alcatifa de frente á frente da lareira, a mesa posta, as cadeiras caídas e a corda pendurada ao pé da porta.
Após uns anos, uma nova família muda-se para a aldeia.
-Oh querida. –diz o marido – que te falta? Já estamos a ficar atrasados.
-Já vou, amor. Meninos vamos embora. Vá…
-É o parvo do Eduardo, mãe. Ele não me larga e não me deixa despachar. – diz Keila
-Eduardo, para de chatear a tua irmã, vá vamos, toca a entrar no carro.
Quando começam a chegar ao destino, os jovens veem uma casa grande. Com torres altas, telhado em bico, com um ar fantasmagórico.
-É esta? A nossa casa nova?
-Sim, é –diz o pai
-Eu fico com o quarto maior!! Sou rapariga logo preciso de mais privacidade.
-Hahaha fazes-me rir – diz Eduardo ironicamente
-Nem pensem em começar vocês os dois! –avisa a mae a tempo, antes de começar uma guerra entre eles os dois. – Todos os quartos são grandes, logo não precisam de discutir.
Quando chegam, Keila começa a correr pela casa com o irmão nos seus calcanhares. Passados alguns dias, batem a porta de casa.
-Deixa pai, eu abro. – diz Keila dirigindo-se a porta e abrindo esta.
-Bom dia. – cumprimenta o Homem lá fora – Os seus pais estão?
-Bom dia, sim, Pai… Mãe –grita Keila, os pais dirigem-se a porta
-Bom dia, em que podemos ajuda-lo?
-Sei que vai parecer meio estranho, mas vocês têm que sair daqui, está a chegar o dia.
Os pais olham para o homem que parece um pouco louco, se bem que dizer pouco e dizer muito pouco.
-Desculpe, mas vá embora. – diz a Senhora Jessica fechando a porta ao estranho. –Só loucos . –diz ela indo para a cozinha de novo.
Nessa noite, as 6:00 AM, a Keila grita pelos pais.
-Mãe.. Pai… eu… -tenta falar mas o medo e enorme.
-Respira fundo e diz o que se passou…
-Eu vi uma rapariga no meu quarto, acordei para ir a casa de banho e ela estava por cima de mim, a olhar-me, corria agua por ela abaixo!!
-Keila, isso foi um pesadelo filha, não há ninguém em casa. Volta para ir dormir.
Aquilo passou, mas dia após dia, havia queixas, mudanças de humor da parte do pai, coisas fora dos sítios. E a sexta-feira 13 aproximava-se.
Numa noite a senhora Jéssica estava sentada na cama, enquanto lia um livro, coloca o livro sobre as pernas e diz ao marido.
-Querido, estava aqui a ler….
-Não tinha reparado – interrompe o marido, mal humorado. – Ultimamente e o que fazes sempre… ler.
-… mas comecei a pensar, naquele homem que veio cá a casa.
- O teu mal e pensares.. – resmunga ele
-Anda acontecer coisas estranhas, e tu só sabes resmungar! Talvez…
-Cala-te e volta a ler o teu livro. – diz ele metendo fim a conversa
No dia seguinte foram jantar fora, quando chegam a casa, estava a lareira acesa, o machado ensanguentado na alcatifa e a mesa posta, mas nada do que ali estava pertencia a decoração da sala deles. E Nada do que ali estava, estava antes de saírem. A mulher assustada corre ate ao quarto e começa a fazer as malas, dando a mesma ordem os filhos. Enquanto Keila sente a presença de alguém no quarto, vira-se, a miúda da outra noite estava ali. E apontava para a mesa-de-cabeceira, sobre esta estava um fio, ela agarrou neste e viu toda a historia do que tinha acontecido tantos anos antes.
O pai chegou a casa antes da hora normal de saída dele, ele dirige-se a cozinha e vê a mulher nos braços de outro, surpreendendo a mulher. O Amante foge, mas a mulher não teve tempo, o marido revoltado agarra no machado e mata-a, sai da cozinha, larga o machado em frente a lareira e dirige-se para o quarto da filha, que estava no banho. Empurra para o fundo da banheira afogando-a. Percorre o caminho até ao quarto do filho, que estava deitado sobre a cama de barriga para baixo a ouvir musica nos fones. Pega na almofada e asfixia-o. Depois volta para a sala de jantar, ata uma corda ao pé da porta e enforca-se.
Keila assustada pelo que vê corre ate a mãe e conta-lhe, quando tenta fugir da casa, esta está trancada e o pai desapareceu. A mãe corre para a cozinha para ligar ao 112, Keila volta para o quarto para ver se vê a jovem e Eduardo, teimoso como tudo e achando que elas piraram de vez vai para o quarto e senta-se na cama a jogar psp.
A trovoada começa a romper os céus, enquanto o vento fustigava a casa, a Sra. Jéssica quando chega a cozinha vê o marido, com o ar zangado e com o machado na mão, sem ter tempo de dizer nada, o marido mata-a. Como os restantes membros da família, voltando a repetir-se a história.
Aquela casa assombrada foi demolida meses mais tarde, e no lugar dela construíram um Hotel.
Mas se pensam que a maldição terminou, estão enganados. Eles continuam lá há mesma, e mais vitimas haverão…
Tenham cuidado com a sexta-feira 13….

Autora: Soraia

terça-feira, maio 01, 2012

Floresta Sombria

Corre, corre, não podes para de correr, apesar da ordem dada pelo meu cérebro, o meu corpo exigia o contrário, não aguentava mais, as pernas falhavam com as dores insuportáveis de tanto correr, o ar parecia que já não chegava aos meus pulmões. Mas se queria sobreviver, tinha de correr, o mais rápido que conseguisse.
Um restolhar de folhas e paus a partir fez com que o medo trepasse por mim a cima, o que me fez correr mais. Mas as pernas falharam, fazendo-me cair por terra e esfolar os joelhos e as palmas das mãos. Oiço o riso demoníaco atras de mim, olho sobre o meu ombro e vejo eles aproximarem-se, tento levantar-me mas nada me obedece. Quando um me agarra pelos cabelos sei que estou perdida.
- Olha o nosso jantar está por fim quieto. – goza ele, com um hálito á lixeira municipal, fazendo o meu estomago andar as voltas e dar-me vómitos. Sinto algo encostado a minha mão. Um pau, ou talvez uma pedra, não sei bem, mas uso isso e espeto-lhe no olho. Ele guincha de dor, soltando-me o cabelo e eu recomeço a correr. Os outros que estão com ele começam a rir dele, eu olho para trás a ver se me seguem, e não e que estão mesmo. Quando olho em frente bato contra algo duro, sou projetada para trás como se fosse uma bola saltitona aterrando de rabo, levanto a cabeça para ver em que raio bati quando o vejo. Alto, de peito largo com um longo casaco preto e um sorriso diabólico nos lábios. Instintivamente começo a gritar e a gatinhar para longe dele. Mas o desgraçado anda tranquilo na minha direção.
-Se não quer morrer, aconselho-te a não fugir. – diz o recém chegado, numa voz rouca mas agradável.
-Se vou morrer de qualquer das formas por que não fugir? – Não sei ao certo onde achei a voz para falar, muito menos sem gaguejar de medo. Dando a aparecia de estar calma. Ele sorri de novo e olha para trás de mim, sigo o seu olhar e vejo que as criaturas já não riem nem se aproximam de mim, apresentado uma cara de poucos amigos, como se o recém-chegado não lhes agradassem e estivessem a estragar a festa deles.
Sem que aperceba ele passa por mim em direção as criaturas mal cheirosas e mata-os literalmente com… uma espada? Onde raio é que ele saiu? Só falta os raios e tal para parecer o Duncan MAcLeod. Tipo hello? Em vez de fugires ficas apreciar? Onde raio e que tens a cabeça?
Começo a gatinhar para longe deles e tento fugir. Sou agarrada pela cintura e levantado no ar como se fosse uma boneca de trapos.
-Solta-me! Mete-me no chão sua criatura! – Esperneio e dou lhe murros nas costas.
-Para quem não quer morrer, estás a ir por um caminho errado.
-Claro e ir na tua direção não e no caminho errado – digo com sarcasmo.
-Mais adiante e o ninho dos Pentis. A seguires por ai serás a refeição deles.
-E o que me garante que tu não me levas para lá ou para outro sitio pior? – pergunto indignada
-Não me daria ao trabalho de te salvar, para depois te entregar a eles, não te parece? – Questiona ele com um toque de ironia na voz. – Irei levar te para casa, para que fiques segura.
-Sim sim, e por acaso tenho uma chapinha de identificação como um cachorrinho? Para saberes onde moro?
Ele mete-me no chão, mas fazendo com que eu deslize pelo corpo dele.
-Quem disse que era para a tua casa?


Autora: Nádia

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Doce Ilusão - Quinta parte


Cada célula do meu corpo gritava perigo, sabia que podia estar a brincar com o fogo, mas não me interessava minimamente, afinal de contas porque iria ele querer-me fazer mal? Hello? Tipo, é um demónio, yah? Não precisa de motivos! Dou um empurrão na minha consciência e mando-a pastar ovelhas.
O Toque dele deixou a minha pele toda arrepiada, ansiando por mais um toque, o olhar dele quando passou por cada parte do meu corpo observando-me fez-me sentir formigas em todo o lado, e quando digo todo o lado…. Bem… é mesmo em todo o lado incluindo… mesmo lá, se me faço entender. Abro o meu caderno e preparo-me para estudar, mas com ele a meu lado é impossível, não consigo concentrar-me minimamente…
-Não parece que tenhas muita vontade. – afirma Rondero
-De facto hoje não me apetece muito estudar. – murmuro
-Espero não ser eu o causador da tua falta de vontade. – diz olhando-me nos olhos.
-Nada disso. Bem, talvez um pouco… han.. – sinto que fico cada vez mais vermelha, ok, desde quando é que eu virei a miss pimento agora? Ele solta uma gargalhada rouca e eu riu-me da minha parvoíce.
-Confesso que hoje também não estou com muita vontade. Na verdade esqueci-me que havia uma festa no Subsolo.
-Serio? Uma festa? E Esqueceste-te?
-Bem, acontece, de facto não sou muito de ir a festas. – ele olha pelo canto do olho para mim – Queres vir? A companhia seria excelente
Vejo os pirilampos a minha volta avisar de perigo máximo, sim os pirilampos existem, e por norma quando uma fada está em perigo ou perto eles aparecem com as luzinhas a piscar ao máximo e super brilhantes. Abano a mão para os afastar, uma vez que só eu os vejo. Sorrio e aceito.
-Gostaria imenso.
Arruma-mos tudo e deixa-mos numa prateleira atrás de nós.

***

Estava a ser bem mais fácil do que julgava. Fora do recinto do colégio torna-se muito mais fácil destruir este fada. O Subsolo é um bar frequentado por todas as criaturas, e lá e cada um por si. Sorrio contente pelo motivo de estar a ser cada vez mais fácil.
-Rondero? – Olha para Ashlin e vejo o medo dela ao olhar para a porta do bar. Algo em mim, que pensava a muito que se encontrava morto e enterrado, vem ao de cima. PROTEGER!
-Fica descansada, ninguém te vai tocar, sem que eu o mate primeiro. – as palavras saem me da boca antes de as conseguir conter. Ela dá um sorriso tímido e encantador, e fico surpreso quando me dá um beijo na face. Agarro-a pela cintura e entra-mos no bar.
Como sempre está apinhado de gente, levo-a para um canto.
-Vou buscar algo para beber, o que queres?
-Pode ser um Bacardi Razz.
-Volto já. – tiro o meu fio e meto no pescoço dela. – Se alguém te incomodar, amostras isto.
-Certo.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Doce Ilusão - quarta parte

A noite chegou a passos largos e com ela a pressão instalou-se sobre todos os anjos.
Depois de um jantar rápido ter sido servido, houve um recolher geral. Todos os anjos foram para os seus quartos para se prepararem para a importante reunião com o Grande Concelho dos Anjos.
Para uma Reunião com aquele grau de formalidade era necessária uma apresentação com o mesmo grau de formalidade.
Entrei no quarto que me tinha sido destinado após a minha entrada no Colégio Os Senhores Supremos. Era um espaço simples. As paredes estavam pintadas de bege e nelas podiam ver-se alguns retratos menus e da minha família. Na cama de dossel (em madeira branca) estava uma linda colcha quase do mesmo tom das paredes a até meio cheia de fofas almofadas. O “roupeiro” tinha quatro grandes portas, duas delas eram MESMO roupeiro as outras duas davam acesso a uma magnífica casa de banho toda em mármore branco.
Entrei na casa de banho tomei um rapidíssimo duche. Olhei-me ao espelho, o cabelo molhado caia-me numa enorme cascata amarela. De toalha enrolada ao corpo sai da casa de banho e entrei mo roupeiro roupas no canto esquerdo encontravam-se as para todas a cerimonias, reuniões, lutas e rituais.
Tirando as roupas para as lutas, todos os anjos do sexo feminino usavam vestidos ao estilo romano, variando os adereços e os próprios vestidos claro.
Para aquela noite teria de usar um bastante simples: de seda branca (claro), com um sinto de prata em forma de um espartilho, calcei umas sabrinas, também elas brancas.
De volta à casa de banho, abri o estojo de maquilhagem (em situações oficiais tínhamos uma maquilhagem especial) retirei um lápis branco e desenhei uma linha na parte superior de cada olho, um pouco parecido ao que os egípcios outrora tinham usado, porém o nosso era mais largo e estendia-se até à base do cabelo.
Invoquei as asas. Olhei-me ao espelho do toucador que estava no quarto, ainda me faltava fazer duas coisas antes de estar pronta.
Sentei-me. Peguei num elástico e apanhei o cabelo em um lindo rabo-de-cavalo propositadamente feito mais par o lado esquerdo da cabeça; fazendo com que este caísse por cima do ombro. Volte a dirigir-me ao canto esquerdo do roupeiro. Num cabide estava uma elegante capa feita da mesma seda do vestido. Coloquei-a ajeitando o capuz que me caia em cima dos ombros
Finalmente estava pronta.

***
Já passava dez minutos da hora marcada, o que estava a deixar-me furioso! Aquela fadinha de meia tigela não estava a pensar em deixar-me de plantão, pois não?
É que se assim fosse, ela não iria passar desta noite. Ninguém deixa Rondero a seca como se de um bacalhau se tratasse, á não. Não sem pagar e este seria bem caro. Ela veria. Oiço um barulho nas escadas e sento me na secretaria, observando um livro e fingindo interesse.
-Oi, desculpa o atraso.
-Atraso? Que atraso? – dou um sorriso sedutor e dou pouca importância ao caso. – Vamos estudar?
Vejo o ar dela como… desilusão? Ho parvo, claro, o atraso, ar desiludido, palerma, a rapariga esteve arranjar-se para estudar? Mulheres!!
-Estás muito bonita – ela dá um sorriso que ilumina literalmente a sala.
-O. Obrigado – ajudo-a a sentar-se e antes de me afastar, toco com a ponta dos dedos no ombro dela, fazendo a arrepiar-se. Sento me ao lado dela, bem próximo e abro os cadernos.
Bem, o que me falta então?
-Han, segundo me parece, tens a matéria de cultura e costumes das raças, Rituais e Aliança da Raça e Psicologia Aprofundada.
-Hum pouca coisa.
-Não consideraria pouca coisa, no primeiro ponto tens sensivelmente 965paginas.
-Maldito Professor.
-Mesmo, por vezes, penso que ele quer saber se aguentamos a escrever tanto. Eu acho que em breve me cairá o braço, por assim dizer.
-Isso seria um desperdício. – Dou um beijo no ombro dela e reparo que ela fica corada o que lhe dá um ar muito fofo.

domingo, janeiro 15, 2012

Doce Ilusão - terceira parte


Sorrio ao ouvir o comentário da anjinha a pedir a fada para não se meter em alhadas. Bem ela pode até tentar não se meter, mas duvido muito que consiga. Porque eu vou fazer com que se meta, ho se vou, depois de ver a amiga a entrar na casa de banho e Ashlin se sentar a espera vou ter com ela.
-Olá. – sorrio
- Oi… han tudo bem?
-Sim está tudo, queria perguntar-te se tens a matéria da semana passada . – faço me de interessado – e que por motivos pessoais foi me impossível vir as aulas . – minto
-Sim, tenho.
-Óptimo, podia mos combinar e assim enquanto estudavas eu passava a matéria. Que dizes?
-Sem problema, podemos combinar para logo a noite? Depois do jantar? - pergunta me Ashlin
-Então logo a noite, na biblioteca. – sorrio mais uma vez e afasto me a sorrir. – Obrigada Ashlin.
Caminho satisfeito, a biblioteca depois do jantar não tem absolutamente ninguém, o que é bom. Assim ninguém nos encomodará.
-Ron?
-Começas a ser uma pedra no meu sapato a cada esquina que viro Demo. – rosno
-Concordo contigo, e devo acrescentar que por vezes quando levantas uma pedra podes ter uma surpresa.
-Serio? E deixa-me ver que surpresa e essa… - faço uma pausa como se de facto estivesse a pensar. – Arrancar te a cabeça e dar-te aos crocodilos que estão no pântano? Não isso e indolor, talvez arrancar-te os dentes um por um, e depois a língua? Assim, pode ser que essa pedra, não seja tão incomodativa, não achas?
-Com mil Demónios Ron, consegues ser sempre tão frio em tudo? Não acredito que fosses capaz disso!
-Queres experimentar para ver?
-Han…n.. não – gagueja Demo. – O que te queria dizer é que a Anjinha irritante vai estar fora hoje, parece que vai haver uma reunião de urgência com todos os anjos. Por causa de vários ataques que eles tem sofrido.
Fico a pensar nisso, o que de facto e muito bom, a Vitoria estar fora logo hoje, mas o que não me agrada nada, e que se vai haver reunião o cerco vai apertar, e tudo por causa daquele maldito que tem atacado tudo o que lhe aparece pela frente. Maldito Baltazar, sempre a meter se quando menos deveria! Muitos Anjos tem aparecidos mortos de maneira mesmo muito monstruosa, e mais secos que um rio no deserto no Saara.
-Temos de arranjar maneira de destruir o Baltazar, a bem ou a mal, ele vai ter de desaparecer, porque começa me a dificultar a vida, ho se começa, e isso chateia me muito. Vê se avanças, quero progressos sobre o ponto mais fraco dele Demo. E não me falhes!

***

Aquele arrepio no pescoço voltou! As fadas não se costumam enganar quanto aos pressentimentos. O Rendero estava a pedir-me os cadernos para actualizar as aulas! Sozinhos, os dois na biblioteca! Se calhar estou de novo a imaginar coisas! Se calhar o demónio quer MESMO passar os cadernos!
Mas podia, simplesmente, levá-los para o quarto e, passa-los lá!
Bom, melhor deixar-me de querer saber, sempre, o porquê das coisas.
Dirijo-me para a ala das fadas. "Tou com fome!" Primeiro, vou até ao meu quarto arrumar os livros da escola e pôr na mochila o que vou levar para a biblioteca; depois vou até à cozinha preparar uma torrada com leite para comer. Levo o lanche para a sala de convívio e como preguiçosamente no sofá.
O telemóvel toca e tento apurar o ouvido para o tentar localizar. O som parece vir do bolso da mochila, vou a correr buscá-lo, antes que desliguem. É a Vitória. Atendo, um pouco ofegante.
- Siiim, Vitória!
- Caramba, Ashlin. Parece que acabaste de subir o Evareste! Que se passa?
- Vim a correr, antes que desligasses - explico - onde te metes-te depois aulas? Desapareces-te...
- Claro que desapareci! Vi-te a falar com Rondero e não quis interromper nada...
- Parva! Estávamos a falar de estudos, não era nada privado.
- 'Pera ai! O Rondero a falar de estudos? Dlim, dlim, dlim! Algo não está bem!


Ashlin (Fada)


domingo, janeiro 08, 2012

Doce Ilusão - segunda parte

***
Sentia os olhos de Rondero sobre mim. Ao mesmo tempo isso deixava-me vaidosa, afinal era o demónio mais atraente da escola, aqueles olhos verdes! Ai ai! Mas ao mesmo tempo sentia os pelos do pescoço todos arrepiados, o que era um sinal de alerta, que deveria ter cuidado. Era atraente sim, mas também tinha a fama de ser implacável com quem se atravessava no seu caminho.
“Espera ai Ashlin”, penso, “para quê tanta preocupação? Afinal Rondero só defendeu Vitória! Estava a olhar para mim, ok. E depois? Eu sei que até não sou de deitar fora!”
- Menina Ashlin? Menina Ashlin! Já regressou à Terra?
- Quê? Terra? Oh professor estava um pouco distraída.
- Um pouco? – replicou o professor – A menina tem estado toda a aula nas nuvens!
Senti o meu rosto ficar quente. Bonito! Agora era repreendida pelo prof. e ainda por cima… corava!
Claro que estava distraída, a presença de Rondero estava a distrair todas as raparigas da sala e, como se isso não bastasse, a aula se Sociologia das Espécies era uma seca!
- Estava eu a perguntar-lhe, menina Ashlin, - continuou o professor- Como é que…
Trim, trim.
“Boa, salva pela campainha.” O professor ainda tentou:
- Só um minuto! Deixem-me acabar esta parte da matéria e depois saem.
- Nem pensar stôr – disse Rondero com um sorriso cínico. – A aula terminou! Guarde a matéria para a próxima aula.
Dito isto saiu rapidamente da sala, eu fiquei para trás com Vitória a guardar os livros nas mochilas. Achei-a muito pensativa.
- O que se passa amiga ‘tás pensativa e, chegas-te atrasada! Isso não é normal em ti. És sempre das primeiras, o que se passa?



***

Os meus pensamentos rodopiavam na minha mente e quanto mais tempo passava, desde que tinha acordado, mais me parecia que o sonho não tinha sido um simples sonho, que me queria dizer para estar atenta.
Ao entrar na sala de aula, percebi o porquê. Rondero! Ele iria a todas as aulas desse dia. Quando ia à primeira, ia a todas! O que era bastante desagradável e arrepiante. Como conseguia aquele rapaz ter tanta influência? Ele não era um demónio normal, provavelmente a mãe dele seria uma bruxa, não era normal alguém ter aquele poder sobre as pessoas…
Toda aquela tagarelice mental acabou quando o professor chamou a atenção de Ashlin. Endireitei-me na cadeira e tentei prestar atenção ao que o professor estava a dizer. Tal não me foi possível. Por sorte a campainha da escola não tardou a tocar. Levantei-me e comecei a arrumar o livro.
Ashlin chegou perto de mim:
- O que se passa amiga ‘tás pensativa e, chegas-te atrasada! Isso não é normal em ti. És sempre das primeiras, o que se passa?
- Nada, – respondi eu, mas sem grande convicção na voz - nada de especial.
- Tens a certeza? – começamo-nos a dirigir à porta – ‘Tas estranha rapariga!
- Tenho! – tentei falar com mais convicção do que aquela que tinha – Tive um sonho estranho, mais nada. Acordei no chão! – tentei rir-me mas ficou um pouco estranho.
Uma das características dos anjos é precisamente a boa disposição, os nossos rostos sempre iluminados de alegria e felicidade. Temos sempre um sorriso nos lábios.
Passei a mão pelo meu longo cabelo louro, olhei para Ashlin e falei sem antes pensar:
-Promete, mas promete mesmo que não te metes em alhadas.

Vitoria (Anjo)

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Doce Ilusão - primeira parte

Ola minhas queridas e queridos, apresento vos uma pequena historia, criada pelas administradoras do Blog, Iremos postando pequenas partes para vocês lerem, comentem e deixem a vossa opinião. Bigada


- Ashlin! Ashlin! – gritava eu pela minha melhor amiga, enquanto corria e corria. – Ashlin onde estás? Responde! – não obtive resposta.
Continuei a correr com todas as forças que ainda me restavam. Estava à tantas horas a correr que já me doíam todos os músculos do corpo. As pernas começavam a falhar.
- Ashlin, onde estás? Tens que vir comigo! – o desespero começava a tomar conta de mim. Tentei invocar as minhas asas, mas também elas estavam exaustas, e eu tinha força para suportar o seu peso. Voltei a “guarda-las”. Um grito fez-se ouvir bem ao longe. Algo estava mal. A direcção. Eu estava a seguir a direcção errada. Que raiva. Não bastava estar há horas a correr naquela maldita floresta, se não ainda, estar a seguir a direcção errada?
- Vais paga-las, Ashlin! Se não estiveres morta quando te encontrar, eu própria te matarei! – gritei para o ar na esperança que aquela fada ranhosa me ouvisse.
Comecei a correr na direcção de onde vinha o grito. Passados poucos minutos deparei-me com um desfiladeiro. Ter-me-ia enganado na direcção outra vez? Olhei em meu redor. Uma ponte. Caminhei até ela. Outro grito, desta vez mais perto. Recomecei a corrida.
Estava precisamente a meio da ponte quando uma tábua se partiu e me fez cair. Ia morrer. Ia mesmo morrer, não valia a pena invocar as asas outra vez, só serviria para ficar com mais esses ossos partidos.
Oh Deus! Oh Deus! Aquilo ia doer! Comecei a gritar! E…
Uma dor no braço fez-me abrir os olhos. Estava estendida no chão do meu quarto, completamente enrolada nos lençóis. Estivera a sonhar. Foi só um sonho. Levantei-me e sentei-me na cama, olhei para o despertador. Este ia tocar em: Três. Dois. Um. Mais um dia de aulas!


***

Mais um dia que começava, mais um dia de aulas, o suficiente para me irritar, não é que eu fosse as aulas, não eu não precisava disso. Para que serviam as aulas aos Demónios? Introdução a quebrar uma alma? Química de desfazer um anjo? Multiplicação de Demónios?
Por todos os Infernos, não ensinavam nada disso, o que por sinal eu também não precisava, sou Rondero, o Demónio sem alma, o monstro que ninguém se aproxima ou faz frente. Nem o Director deste colégio insuportável me contraria.
Em tempos eu fui o Senhor das fadas, um príncipe se assim quiserem chamar, depois daquela noite daquela noite, a noite em que Baltazar apanhou-me, a noite em que perdi a minha alma e me converti em Demónio… a noite em que perdi a minha “querida” e “doce” Flor, a fada mais bela de todas as fadas, irónico não é? Quando damos tudo o que temos e mais a lua, para no fim descobrir-mos que a nossa fada anda no marmelanço com o filho de Baltazar, sorrio cinicamente ante a memoria esquecida.
Regra nº 1: Nunca confies num Demónio, pois ele não cumprirá o prometido e isso foi o que a Flor descobriu… ela queria poder, beleza, queria tudo e todos as seus pés, em troca teria de trair a sua raça, as fadas, mas caiu. Caiu quando entregou o meu pai, Senhor Superior das Fadas e entregou me de bandeja ao inimigo. Trágico fim o dela.
-Ron?
-Que queres Demo? – Demo era o único Demónio ao qual eu tolerava a sua presença
-Não irás as aulas hoje? Ouvi dizer que veio a semana passada uma fada nova para o colégio.
-Já te disseram que o teu correio da manha nunca chega a horas? – ele dá um passo atrás quando eu deixo de estar agachado, levanto-me ficando com um metro de noventa mais coisa menos coisa, abafando a altura dele, para Demónio, ele é muito pequeno, tendo apenas um metro e setenta.
-Mas não sabes que a Vitoria, anjo e melhor amiga de Ashlin , anda com pesadelos… parece que a amiga vai ter problemas.
-Ho sim, vai. – dou um sorriso que faria até uma arvore morrer de medo. Porque ninguém neste colégio ficará a salvo. Está na altura de acabar com todos eles e tomar o poder absoluto. – sorrio de novo e desapareço
Pouco depois chego a porta da entrada da sala de aula, onde Ashlin, está sentada já, mas a amiguinha ainda não, entro para a sala, que caí em silêncio absoluto.
-Honra-nos com a sua presença Rondero.
-E se enfiar o sarcasmo por um certo sitio que ambos sabemos? – digo virando me para o professor, fazendo este encolher-se, encaminho-me depois ate ao meu lugar no fundo, dando-me uma visão da sala na sua totalidade, arrasto a cadeira e assento-me, esticando as pernas por baixo da mesa e cruzando os tornozelos .
-Show time. – digo entre dentes. Pois está na hora de cativar Ashlin para no fim destrui-la. Vejo ela olhar para trás e olhar para mim, sorrio para ela acenando com a cabeça em forma de cumprimento.
-Bom dia, desculpe o atraso professor Horácio. – diz Vitoria entrando de rompante na sala. Este olha para o relógio e para ela.
-Um minuto atrasada menina. O que faz atrasar a minha aula.
-E serão muito mais, se só se preocupar com um minuto e não começar a aula. – digo observando as minhas unhas e depois olhando para ele, não é que eu seja defensor e tudo mais, mas sempre funciona para cativar as miúdas e tal, nunca vou perceber o porquê. Pelos Infernos, não mesmo!! Vejo Ashlin sorrir em forma de agradecimento pela amiga e a amiga de boca aberta a olhar para mim.



Rondero (Demónio)