O Nosso Portugal

Lugares e Curiosidades

Estrelas Em Contos

Opiniões de Contos

eBooks

Leitura Digital

Crónicas de Uma Desastrada

Sou uma Desgraça de Metro e Meio

Autores do Brasil

Divulgação e Opinião

sexta-feira, dezembro 04, 2015

PASSATEMPO: A Revolução da Mulher das Pevides [Saída de Emergência]

Boa Noite Estrelinhas!

Como referi dias atrás. Iria haver uma surpresa aqui no blog com a mais nova parceira, recordam-se? A Saída de Emergência juntou-se a nós! E para comemorarmos temos este fantástico passatempo.

As respostas as perguntas colocadas, serão encontradas AQUI. E para isso basta vocês clicarem em Ler excerto da Obra.

E peço-vos, leiam com muita atenção. Qualquer resposta incorrecta será anulada.

O Blog Livros nas Estrelas e a Saída de Emergência desejam a todos os participantes boa sorte.

Prestem atenção as Regras que se encontram no formulário.

Passatempo Valido até 17 Dezembro pelas 23:59

Aproveitem e espreitem, a nossa SdE Já tem INSTAGRAN



quarta-feira, dezembro 02, 2015

Opinião Cartas de Amor aos Mortos de Ava Dellaira [Editorial Presença]

Obrigada a Editorial Presença, pela oferta deste livro.
Compre o livro Aqui.

Bem, sinceramente não sei por onde começar. Mas acho que vou iniciar esta opinião pelos meus receios iniciais.

Para quem me conhece, já sabe sem sombra de duvidas o meu género literário, gosto de narrativas envolventes, românticas com um toque de humor a mistura. Pode ir do Romance histórico ao Romance sobrenatural. Mas nunca em circunstancia alguma géneros que tenham um toque de "realidade".

Quando a Editora Sugeriu-me este, confesso, fiquei de pé atrás, não o conhecia e pelo titulo? Não me despertava interesse algum. E assim que iniciei a leitura...benzi-me e pensei... Santinhos da Leitura, ajudem-me a conseguir ler este livrinho, para conseguir fazer esta opinião. Juro que o fiz, até o meu marido olhou para mim, leu o titulo e começou a rir, algo do género.... Deve ser verdade que leias isso. 

E eu só vos posso dizer.... sabem o que é levar uma chapada sem mão? Agora coloquem isso num livro... isso mesmo, um livro a dar-vos uma chapada sem mão.
Iniciei a leitura com algum receio, quando verifiquei que realmente a narrativa é em "cartas" e eu gosto de saber o que se passa, gosto de acompanhar o "dia a dia" da personagem no livro. E cartas? Va lá, elas não nos dizem muito num livro, tornam-se massantes, irritantes e repetitivas. E foi a meio do livro que eu pensei, bolas! Ela deu-me completamente a volta, como é possível isto?

A verdade é que a Ava, agarra o/a leitor/a com unhas e dentes em cada página, conheci nomes que nunca tinha ouvido falar e no qual fui pesquisar [alguns, até agora]. É de todo impossível não amar este mundo que a autora, Ava Dellaira, cria para nós. É uma viagem sem retorno, Cada carta, cada desabafo deixa-nos a pensar.
Afinal de contas quem é que nunca perdeu alguém especial? Quem é que nunca sentiu aquele vazio no peito? Quantas vezes não olhamos para o telemóvel, ou telefone, ou até mesmo para a porta a espera que aquele alguém ligasse ou chegasse?

Eu pelo menos já, e não foi bonito. Aos meus 18 anos mudei-me para um andar novo, deixei os meus amigos da minha rua, e sentia-me uma estranha naquele prédio novo, naquela rua nova. Com as mudanças e limpezas raramente saia a rua para conhecer os jovens dali. Até que certo dia, a minha mãe chegou ao meu quarto e disse: Toma, o vizinho do lado mandou-te isto para te distraíres. E eu fiquei a olhar para o Discman e os fones tão bem enrolados na caixinha. Escusado será dizer que fiquei completamente eufórica. E quando fui uma vez ao terraço, para estender a roupa, vi um rapaz por volta dos seus 24 anos, no terraço dele [que era ao lado do meu] ele olhou para mim e sorrio, eu claro, fiz cara de má agarrei no alguidar da roupa e vou para entrar em casa, até que ele me fez parar com o seguinte: Então, o Discman ainda toca? Precisas de pilhas? E sem entender bem como nem porque, tinha sido ele a emprestar-me o Discman dele, fiquei tão envergonhada e mal consegui dar uma resposta. A partir daí todas as noites a gente sentava-se no muro que dividia os terraços e falávamos até das estrelas. Conversas sem qualquer nexo, mas que sabia bem ter alguém com quem falar e ainda por cima com o vizinho 6 anos mais velho que nós. Uau, até aquela fatídica noite. Ele tinha vindo passar ferias a casa [tinha ido para França 3 meses antes em trabalho], a mãe dele tocou a nossa campainha muito chorosa, os meus pais e a mãe do Sérgio saíram disparados pela madrugada e eu fiquei em casa a tomar conta da minha irmã mais nova, e do irmãozinho dele de 4 anos [mais ou menos] na altura. Eu sabia o que se tinha passado, tinha ouvido a Lena dizer que o Sérgio tinha tido um acidente de carro. Fiquei preocupada, obvio, mas pensei... ele está bem, logo ele está aqui para se meter comigo e irmos beber um café. Mas ele nunca chegou aparecer, a noite esperava por ele no terraço e nada. O Sérgio tinha morrido nesse acidente... morreu no local. O Mais estúpido da situação é que tínhamos discutido na noite anterior, bem eu discuti, ele riu-se e disse: "Bonequinha, tens cá um mau feitio ein" Durante vários meses, anos, todas as noites eu sentava-me no muro do nosso terraço e esperava.... e esperava... e nada. 

Por isso é que este livro me tocou tanto, não há palavras. Os sentimentos descritos, os desabafos, aquele comportamento que ninguém entende...aquela espera, aquela negação do que aconteceu e pensar... quando acordar vai estar aqui. Supostamente é um género literário que tanto evito, mas este livro é impossível ignorar, é impossível ter na prateleira a ganhar pó sem o ler.

A Laurel é uma jovem que passa por tudo e mais um pouco, mas apesar de alguma fraqueza ela é uma jovem forte, com a cabeça no lugar com a certeza do que é certo e o que é errado.
As personagens deste livro tão bens descritas, criadas de forma única, todos os personagens são essenciais neste livro. E de uma maneira estranha conseguimos identificar-nos um pouquinho, mínimo que seja, com cada um. Só houve um que me deixou de pé atrás, o Sky, mas cada um tem os seus demónios, cada um tem a sua maneira de lidar com as situações. E o Sky teve a dele, um pouco estranha, demasiado egoísta, mas é a dele.
Fiquei feliz, por a Laurel ter conseguido se livrar do demónio que a assombrava, ter conseguido contar a verdade daquela noite.

Gostei acima de tudo, da autora usar famosos já falecidos, e conhecer-mos eles um pouco mais, desde o Kurt Cobain; Judy Garland; Amy Winehouse; River Phoenix entre outros.

É um livro que recomendo vivamente a lerem, pois só quando o lerem entenderão toda a magia que nele se encontra e a forma única de ele nos agarrar até a alma.

É sem qualquer duvida uma autora que irei manter debaixo de olho.

Resultado PASSATEMPO Cartas de Amor aos Mortos

Boa Noite Estrelinhas!

Aqui estou eu, para dar o resultado de mais um passatempo que terminou, com o apoio da nossa Editorial Presença.

Ansiosos ein? Agradeço a todas as participações, mas infelizmente só pode haver 1 [um] vencedor, neste caso será uma vencedora....

E o nosso estimado RANDOM.ORG selecionou...txa ram ram rammmmmm.....

nº 23 Lia Silva!

Parabéns querida!!!

Fica atenta ao teu email, verifica até na pasta SPAM. Aguardo a tua resposta para o mais breve possível, para assim dar seguimento dos teus dados a Editora.

Quanto aos restantes participantes, não desanimem, haverá mais passatempos e que sabe se no futuro não serás tu.

Boas Leituras!

segunda-feira, novembro 30, 2015

Nova Parceria com... Saída de Emergência

Boa Tarde Estrelinhas!

Tenho uma boa noticia a dar.
Temos uma editora a fazer-nos companhia aqui no blog. Pois é, e vamos comemorar, por isso estejam atentos.
Pois dia 4 [quatro] de Dezembro teremos algo aqui que acredito... vocês não vão querer perder!

Obrigada Saída de Emergência.

Edições Saída de Emergência - INSTAGRAN
Edições Saída de Emergência - Facebook
Saída de Emergência - Site

domingo, novembro 29, 2015

Opinião O Ouro do Alquimista de Philippa Gregory

Olá Estrelinhas,

Antes de começar esta opinião, quero agradecer a TOPSELLER pela oferta d'O Ouro do Alquimista.

Para quem pensava que eu já tinha superado aquela fase terrível de iniciar leituras pelo meio das series, está redondamente enganado. Só para não perder o jeito aqui estou eu, com a leitura deste livro, O Ouro do Alquimista.

Segundo o muito prestável GR [porque como sabem, sou uma cabeça no ar] O Ouro do Alquimista é o terceiro livro da serie Order of Darkness. Sendo o Primeiro Predestinados e o Segundo Filhas da Tempestade.

Já faz algum tempo que não lia nada da nossa Philippa Gregory, apesar de ter uns quantos aqui para ler. E enquanto me deliciava com este livro, perguntava-me inúmeras vezes porque é que ainda não li os outros que aqui tenho?!

Philippa Gregory é magica, ela envolve-nos totalmente com a sua escrita, os mundos que cria e as personagens únicas. Adorei cada uma delas, em especial o nosso tolo Freize e a forte e destemida Ishraq. Um casal, irei chamar assim, fantástico e divertido que ajuda aligeirar o ambiente em alturas mais tensas. O Irmão Peter é uma personagem e tanto, há alturas que é de arrancar os nervos a um santo, mas este senhor fez o meu queixo estatelar-se no chão a dada altura... qual? Convido-vos a ler e a descobrirem por vocês. Lucas e Isolde, oh o meu casalinho que dá vontade de bater, mas ao mesmo tempo derrete-nos o coração. Devo dizer que Isolde fez o meu coração parar ao enfrentar a oferecida da Dona Carintha, gostei de "ver". Luca Vero, este jovem é de partir o coração mais no final deste livro. Tanto trabalho, tanto esforço e dedicação para ouvir aquelas palavras amargas... é de fazer doer o coração.

A Autora dá um mistério enorme em todo o enredo, e faz-nos levantar muitas perguntas e enquanto lemos da-mos por nós a fazer montes de suposições, mas nunca uma que vá de encontro ao futuro nas paginas seguintes.

Fiquei curiosa quanto a algumas personagens, inclusive o casal que aparece neste livro, Drago Nacari e Jacinta, pergunto-me se eles estão nos livros anteriores. Parece-me que tenho dois livros acrescentar na minha Wishlist para conseguir compreender ainda melhor toda esta história.

Irei estar bastante atenta ao próximo lançamento, pois preciso desesperadamente saber o que irá acontecer, se haverá um "final feliz" para o nosso Luca e Isolde, assim como Freize e Ishraq. Saber se sempre conseguirão levar os planos a bom porto, assim como o que pretende o Monsenhor com os nobres de ouro.


  1. Predestinado
  2. Filhas da Tempestade

sexta-feira, novembro 27, 2015

Que Amigo Levo Comigo? de DR. Seuss [BOOKSMILE]

Que Amigo Levo Comigo?

de Theodor Seuss Geisel

Edição/reimpressão:2015

Páginas: 40

Editor: Booksmile

ISBN: 9789898831392



Sinopse

Queremos um amigo.
Queremos um amigo.
Que tipo de amigo
Vou levar comigo?
O cachorro?
O gatinho?
A gata?
Ou o cão?
Oh, pá!
Isto não vai ser fácil, não.



Antes de mais, se quisermos dizer corretamente o nome de Dr. Seuss, o melhor é recorrer à forma como a família o pronunciava: Zoice e não Soose. Theodor Seuss Geisel, Ted para a família, passou a assinar como Dr. Seuss depois de uma bebedeira no último ano da faculdade ter resultado no fim da sua carreira como editor da revista de humor da faculdade. Obrigado a deixar cair o Ted e a usar pseudónimos, em revistas de humor passou, entre outros, a assinar como Dr. Theophraustus Seuss, abreviando depois para Dr. Seuss. E, com a abreviatura veio uma nova forma de pronunciar o nome: Dr. Soose.

O Dr. Seuss não é médico. Aliás, nem o Ph.D tirou (apesar de ter o ter recebido mais tarde a título honorífico), tendo preferido dedicar-se ao desenho. Escrever anúncios para marcas como a NBC, Ford, General Eletric, entre outras, foi a sua principal fonte de rendimento durante 30 anos, até que, 12 livros depois (1957), surgiu «The Cat in the Hat».

Ironicamente, no ano em que escreveu o primeiro livro infantil descobriu que a primeira mulher, Helen, não podia ter filhos. Questionado como conseguia escrever tão bem livros para crianças, sem ter a experiência da paternidade, Dr. Seuss respondeu: “You make ’em. I’ll amuse ’em”.Curiosamente, existiram grandes autores da literatura infantil não tiveram filhos como Lewis Caroll ou Beatrix Potter.

Poesia ou prosa? Ganha a poesia. Dos 44 livros escritos e ilustrados por Dr. Seuss, apenas 4 são em prosa. Se contarmos livros ilustrados por outro artista, escritos sob pseudónimos, em coautoria ou publicados postumamente, num total de 66, o número aumenta para…5. Porquê? Responsabilidade da mãe Henrietta que adormecia todos os dias os filhos ao som de músicas rimadas. Pese ser um excelente poeta, o facto de escrever poesia para crianças não lhe trouxe, na altura, o reconhecimento devido. E, a muitos não agradava, de todo, o facto de Dr. Seuss adorar inventar palavras que não constavam dos dicionários.

Dr. Seuss queria, com os livros infantis, não só colocar as crianças a ler, mas também fazê-las pensar e imaginar. Nunca tratá-las com condescendência, mas como iguais. Algumas semanas antes de morrer, perguntaram-lhe que mensagem gostaria de deixar às crianças. Mensagem ou slogan? Um slogan: “We can … and we’ve got to… do better than this”.

Poucos são os autores de literatura infantil que tiveram direito a uma estátua pública. Dr. Seuss teve essa honra, juntando-se a nomes como Hans Christian Anderssen, Astrid Lindgren ou Mark Twain. Da escultura fazem parte personagens que marcaram a sua carreira: Lorax, Grinch e o seu cão Max, Yertle the Turtle, Horton the Elephant e Thidwick the Big-Hearted Moose.


Dr. Seuss (1904-1991) é um dos mais queridos autores de livros infantis de todos os tempos, tendo sido traduzido para mais de 30 línguas e publicado mais de 60 títulos. Que Amigo Levo Comigo? é a última obra do autor, descoberta recentemente (acredita-se que tenha sido escrita entre 1958 e 1962). É com este livro que a Booksmile inicia a publicação das obras de Dr. Seuss, estando três obras previstas para lançamento em 2016: The Cat in The Hat, Green Eggs and Ham e How The Grinch Stole Christmas. Entre muitos prémios que lhe foram atribuídos, destaca-se o Pulitzer. E muitas das suas histórias deram origem a filmes premiados: três Óscares, três Emmy e um prémio Peabody

Este Dia na História de João Bonifácio [VOGAIS]

Este Dia na História
Acontecimentos Fundamentais da História para todos os Dias do Ano
de João Bonifácio

Edição/reimpressão:2015
Páginas: 288
Editor: Vogais
ISBN: 9789898831217

Sinopse

Uma viagem histórica pelos 365 dias do ano, em que se revisitam alguns dos eventos mais significativos de Portugal e do mundo.

A execução de Inês de Castro por ordem de D. Afonso IV, pai de D. Pedro, foi um dos momentos mais marcantes da História de Portugal. A descoberta de quatro luas de Júpiter por Galileu e o estabelecimento da primeira ligação telefónica transatlântica, que reduziu a distância de Nova Iorque para Londres, são eventos determinantes na História Universal. O que têm em comum estes acontecimentos tão diferentes, separados por séculos? A data em que ocorreram: 7 de janeiro.

Tem curiosidade em saber que episódios históricos fundamentais ocorreram nas datas especiais da sua vida?
Com Este Dia na História poderá descobri-lo. Resultado de uma investigação cuidada do jornalista João Bonifácio, e escrito numa linguagem acessível, este livro mostra-lhe factos admiráveis ocorridos no mesmo dia e que juntam protagonistas tão diferentes como, por exemplo, Sophia de Mello Breyner, Charlie Chaplin, D. Afonso Henriques e Cristiano Ronaldo.

Este Dia na História é a leitura perfeita para todos os dias do ano. «Este livro não ambiciona ser uma História de Portugal e do Mundo, embora queira, de forma leve, recuperar os eventos mais importantes do nosso passado. (…) Se muitas entradas são sobre a História de Portugal, outras referem-se ao mundo todo - e versam conquistas e descobertas, invenções e figuras determinantes. (…) Que vos entretenha e que vos elucide, que complexifique a ideia que tinham de Portugal e do mundo, e que vos divirta tanto quanto me divertiu pesquisá-lo em livros e jornais antigonefos - é o que espero que este livro faça
João Bonifácio


Este livro não ambiciona ser uma História de Portugal e do Mundo, embora queira, de forma leve, recuperar os eventos mais importantes do nosso passado. (…) Se muitas entradas são sobre a História de Portugal, outras referem-se ao mundo todo - e versam conquistas e descobertas, invenções e figuras determinantes. (…) Que vos entretenha e que vos elucide, que complexifique a ideia que tinham de Portugal e do mundo, e que vos divirta tanto quanto me divertiu pesquisá-lo em livros e jornais antigos - é o que espero que este livro faça.» - João Bonifácio



Este Dia na História, de João Bonifácio, é um livro para gente curiosa. Se tem curiosidade em saber que episódios históricos ocorreram nas datas especiais da sua vida, este é um livro a não perder.

A 27 de agosto de 1810, o paiol de Almeida, na região da Guarda, explodiu, destruindo o castelo medieval e a igreja matriz da vila portuguesa. Mas os danos não foram apenas arquitetónicos: cerca de 500 soldados luso‑britânicos morreram na tragédia, o que facilitou a vida aos franceses que nos queriam invadir. Pensem nisto por um instante: Napoleão impusera o Bloqueio Continental, segundo o qual países como Portugal deviam impedir a entrada de navios de comércio britânicos nos seus portos. Portugal precisava do comércio inglês, pelo que não aderiu ao Bloqueio; de modo que viu as suas fronteiras violadas pelo exército francês e, por isso, pediu ajuda ao seu velho aliado inglês. No meio disto, explodiu um paiol, ajudando a causa napoleónica.

Não precisamos de ir mais longe do que isto para nos depararmos com um exemplo de como a grande e a pequena história se combinam e confundem. Caso assistam a um documentário ou leiam uma biografia sobre Napoleão, dificilmente encontrarão uma menção que seja à explosão de Almeida, o tipo de dado que, pela sua pequenez na História, está confinado a mono‑ grafias escritas por historiadores locais. No entanto, uma boa parte dos acontecimentos que mudam o mundo estão repletos destes pequenos acasos, que têm mais peso do que queremos admitir na nossa fortuna.

Pensem em D. João III. O rei viu todos os seus filhos morrerem até nascer João Manuel e contrariar essa sina. Ironia das ironias, João Manuel produziria um varão, D. Sebastião, que tomaria a coroa. Sabemos como a história acaba: com a dinastia dos Filipes. Isto não significa que o objetivo último deste (humilde) livro seja encontrar as mais ínfimas dobras da História nacional e justificá‑las à luz dos acontecimentos do tempo em que ocorreram. Não, antes de mais estes cadernos são uma espécie de declaração de amor a um subgénero literário que podemos apelidar de entretenimento. in Introdução



Nascido em 1975, João Bonifácio é jornalista e escritor, publicando regularmente no jornal Público. Trabalhou na imprensa regional portuguesa, foi editor da revista Os Meus Livros, colaborou com vários órgãos de comunicação social, da revista Blitz ao jornal A Bola, passando pelas revistas Time OutUP, fez guiões para televisão, traduziu, reviu, escreveu para o Inimigo Público e comentou futebol no Canal Q e em A BOLA TV.
​ ​
É autor do manual de sobrevivência para os homens do século XXI, O Livro do Homem (ed. Quetzal), e do livro-reportagem sobre Manuel Palito, Daqui Não Sais Viva (ed. Guerra & Paz).