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quarta-feira, março 22, 2017

Novidade: O Ano da Dançarina de Carla M. Soares

Quem é que de nós, não ama uma novidade? Mais! Quando esta é fresquinha, acabada de sair?
Directamente do perfil da escritora Carla M. Soares.

Para quem acompanha a Carla no facebook, sabe perfeitamente que a escritora volta e meia soltava uma pulguinha e esta ficava atrás da orelha. Andávamos curiosas, ansiosas para saber o que por ai vinha. E eis que por fim finalmente a Carla grita em plenos pulmões a anunciar o seu mais recente bebé que deverá chegar as livrarias a 5 de Abril.. bolas ainda falta tanto, bem sei. 


Mas não desesperem, fiquem a conhecer o rosto do novo trabalho da escritora, alimentem essa pulguinha de curiosidade e ansiedade com o que por aqui fica.

Sinopse

TODAS AS FAMÍLIAS TÊM UMA GRANDE HISTÓRIA

No ano de 1918, o jovem médico tenente Nicolau Lopes Moreira regressa da Frente Francesa, ferido e traumatizado, para o seio de uma família burguesa de posses e para um país marcado pelo esforço de guerra, pela eleição de Sidónio Pais e pela pobreza e pela agitação social e política.

Mas o regresso não é o fim do seu conflito. Nicolau vê-se confrontado com umaantiga relação com Rosalina, dançarina e amante de senhores endinheirados, e com as peculiaridades de uma família progressista: enquanto o irmão César dirige os negócios da família, a extraordinária Bernarda, sua irmã, luta por uma carreira na Imprensa num tempo em que as mulheres nem sequer podiam votar. Já Eunice, a irmã mais nova, anseia por se juntar às Damas Enfermeiras portuguesas na Frente. Rodeado pelo amor da família, Nicolau procura recuperar dos traumas que a guerra lhe deixou no corpo e no espírito.

Porém, esta não será a sua luta mais dura. No final da Primavera, o primeiro surto de gripe espanhola assola o Mundo e, em pouco tempo, também Portugal. E Nicolau e os Moreira Lopes vêem-se no centro do pesadelo que enegrece o País. Enquanto a guerra se precipita para o fim e, em Lisboa, se vive a aflição da epidemia e da difícil situação política, a família experimenta o medo e a perda, e Nicolau conhece um amor inesperado e trava as suas batalhas contra a doença e os próprios fantasmas.

Este é um romance de grande fôlego, histórico, empolgante e profundo, sobre a superação pessoal e uma saga familiar num tempo de grande mudança e turbulência em Portugal. Um livro que relembra os clássicos e nos transporta para um período de grande mudança, que deixou profundas cicatrizes na psique coletiva e que, nestas páginas, ganha vida através da inesquecível família dos Lopes Moreira.
 
Quanto a vocês não sei, mas eu já ando a roer as unhas. Tudo isto só para colocar os meus olhinhos em cima deste menino e claro... iniciar uma nova e imensa viagem fantástica.

segunda-feira, abril 18, 2016

Opinião O Cavalheiro Inglês

Opinião 
Comecei a ler este menino, a 5 de Janeiro. No entanto tive de interromper a leitura devido a uma lesão superficial na córnea. 

Quando voltei a pegar neste menino, senti-me desiludida, não com ele, mas comigo. Por mais que o quisesse ler não conseguia, ora ardia-me o olho ou desfocava ou simplesmente começava a lacrimejar. Mesmo insistindo na leitura, tive de parar varias vezes, pois se não era o olho era as dores de cabeça fortes que me dava.

No entanto, um dia destes agarrei neste menino, inspirei fundo e deitei-me na cama. Olhei para ele e disse-lhe: “Meu anjo, nem que tenha picaretas em brasa nos olhos, eu irei-te ler. E não irei parar nem que seja o fim do mundo.” Resumindo, mesmo por entre lágrimas, soro para os olhos e afins, eu terminei. E não me arrependo nem um pouco disso.

Confesso que é primeira vez que leio algo da autora. Admito que quando comprei este menino, tive receio. E vocês sabem, que tenho sempre algum receio no que toca a escritores Portugueses. Uma vez mais, receio infundado.

Adorei este mundo único e fantástico que a nossa Carla M. Soares nos apresenta, O Cavalheiro Inglês é um balsamo para a alma, uma história passada em Portugal, em Lisboa. Para mim, - tal como aconteceu com a trilogia Perdidos de Rute Canhoto, - eu consegui entrar na história, todos ou quase todos os lugares mencionados. Eu consegui visualizar na minha mente, ver as cores, cheiros, ver tudo a minha volta. As Senhoras e Senhores a caminharem. Consegui envolver-me de tal forma no enredo que quando terminei foi como se tivesse sofrido um puxão brusco ao qual me deixou desorientada.

Como leitora e portuguesa, viajar neste mundo criado pela autora, e conseguir reconhecer cada canto é único. Não há palavras. Vocês imaginam-se, a passear em determinada cidade e de repente pararem e olharem em volta, e pensarem, caramba eu li um livro X que tinha acontecimentos aqui. E darem por vocês com a mente a viajar até a esse tempo e lugar, deixar de ver os carros, a poluição sonora e verem apenas e unicamente o mundo criado naquele dia, naquele tempo?

Voltando a história, adorei a Sofia. Ela tem garra, de tola não tem nada e sempre coloca a família em primeiro lugar por mais doloroso que possa ser. Gostei da personalidade da Sofia, muito mesmo. E o Robert? Oh que cavalheiro, acho que fiquei apaixonada hehe é um homem misterioso e que todas as ações deste, se tornam confusas para a Sofia. E o Português dele? Oh o que me ri por vezes.
Tião, há meu jovem senhor, que vontade eu tive de lhe bater varias vezes e a Vina? Pareceu-me um doce, confesso que gostaria de saber mais deste casal.

A prima Amélia, achei a Senhora um amor, e também adorava saber mais da sua história, ela parece-me um pouco… misteriosa.

Outra personagem que me deixou curiosa e preocupada foi a Maria Francisca, que raio se passa na cabeça dela? Como se deixou levar até aquele estado? Bem, vendo bem não seria de todo impossível, não é? É assustador, simplesmente assustador.


Parabéns à Carla M. Soares por este maravilhoso, único e excelente mundo que nos trouxe. Um romance que merece sem dúvida ser apreciado. Um mundo único que leva os leitores a deliciarem-se e ansiarem por mais.